Navigation Menu

É a primeira vez que
você acessa este blog
neste computador!


Deseja ver antes
nossa apresentação?


SIM NÃO

O Novo Testamento Tem Origem Pagã?

Uma recorrente alegação contra o cristianismo reside na sua suposta origem pagã, sendo fruto da junção de pensamentos e tradições do mundo greco-romano, coisa que  tem gerado certo desconforto para muitos cristãos. A questão é: será que existem evidencias suficientemente claras para tais percepções? É o que veremos. Responderei a questão em duas etapas: primeiramente veremos que os Evangelhos não brotaram do pensamento grego e, depois, se os milagres de Cristo não refletem mitos pagãos.

Resumo: 1 - O cristianismo é fruto do pensamento grego?; 2 - Os milagres de Cristo são copiados de mitos pagãos?; Jesus e as "religiões de mistério"; Jesus e Apolônio; Jesus e a historicidade dos Seus milagres; 3 - Os Apócrifos; 4 - O cristianismo não foi imposto pela aristocracia romana.

1 - O cristianismo é fruto do pensamento grego?
Muitos críticos afirmam que o cristianismo primitivo foi amplamente influenciado pelo platonismo, estoicismo, religiões pagãs misteriosas, ou outros movimentos do mundo da época. Na década de 1940 uma série de livros e artigos acadêmicos refutou a maioria das "provas" para tais suposições, porém atualmente a polêmica regressou, revivendo muitas dessas desacreditadas teorias. De todos os textos, o favorito dos opositores é o Evangelho de João, especialmente João 1:1-18, que, segundo afirmam, foi escrito sob influência de Filo de Alexandria, um judeu amante do pensamento grego. Rudolf Bultmann fez carreira questionando a autenticidade de João, bradando que o mesmo teve profundas influências do gnosticismo e/ou de várias religiões de mistério - até o trabalho de Paulo foi tratado dessa forma. Mediante alegações desse tipo, Ronald H. Nash sugere cinco questionamentos que os cristãos precisam fazer:

1 - Qual é a evidência de tais afirmações?
2 - Quais são as datas para a evidência? "Uma porcentagem vergonhosamente alta das supostas evidências acaba sendo datada de muito tempo depois da escrita do Novo Testamento".
3 - Os alegados paralelos são realmente similares, ou as semelhanças resultam de exageros, da simplificação excessiva, da pouca atenção aos detalhes, ou do uso de linguagem cristã na descrição?
4 - Os supostos paralelos entre o Novo Testamento e a fonte pagã poderiam ter surgido independentemente, em vários movimentos diferentes?
5 - A alegação de influência ou dependência é consistente com a informação histórica que temos sobre a igreja do século I?

Primeiramente, tanto João quanto Paulo contestam as bases do gnosticismo, apontando para a verdadeira encarnação de Cristo, de modo que combatem a heresia, não sendo influenciados por ela. Evidências da redação das epístolas de João apontam para o fato de que o apóstolo escreveu ainda antes do gnosticismo ser completamente formulado; outras evidências indicam que Paulo escreveu todas as suas cartas antes do apóstolo João. Incontáveis estudos e achados colocam o Novo Testamento como completamente concluído ainda no Século I, tendo a boa parte dos seus textos mais antigos advindos da Palestina e repletos de semitismos e relações com o Antigo Testamento e o imaginário hebreu, o que os coloca em larga distância do pensamento greco-romano: Tiago possivelmente foi escrito em 45 d.C. e o evangelho de Mateus entre 50-60 d.C. A verdade é que o próprio Evangelho de João, o mais criticado, possui um punhado de semitismos e características que o indicam como tendo sido escrito por um judeu que foi testemunha ocular dos fatos. Temos diversos fragmentos de manuscritos encontrados em Qumran, dos anos 50 até 70 d.C., que dão um pano de fundo histórico da Palestina do Século I inteiramente compatível com os Evangelhos - há, inclusive, cópias que são, aparentemente, dos próprios Evangelhos. Diversos temas abordados pelos evangelistas são atribuídos à influência greco-romana, como, por exemplo, as descrições de Jesus como "Filho de Deus" e "Filho do Altíssimo", parecendo ecoar as atribuições do imperador romano, mas um manuscrito de Qumran, o 4Q246, comprovou que essas considerações partiram exclusivamente do pensamento judaico. Além disso tudo, há motivos suficientes para crer que todas as bases da cristologia cristã já estavam devidamente estabelecidas por volta de 36 d.C., data estimada para a formulação do credo cristão apresentado em 1 Coríntios 15:3-7. Consideremos, ainda, que existem mais evidências da existência de Cristo do que de qualquer outra figura da Antiguidade, de modo que Ele realmente existiu na Palestina da primeira metade do Primeiro Século, deixando um legado que foi pregado imediatamente após a Sua morte e ressurreição.
Sobre a antiguidade do Novo Testamento, que o coloca como fruto imediato da vida comprovadamente histórica de Cristo, o livro "Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu", Norman Geisler e Frank Turek, Vida, 2012, pgs 249 e 252, afirma: "Além de 1 Coríntios, existem diversos outros documentos do NT que foram escritos na década de 50 d.C., ou antes. Gálatas (48 d.C.), 1 Tessalonicenses (50-54 d.C.) e Romanos (57 e 58 d.C.) encaixam-se nessa categoria. (...) William F. Albright [arqueólogo] escreveu: 'Já podemos dizer enfaticamente que não há nenhuma base sólida para considerar que algum livro do NT tenha sido escrito depois do ano 80 d.C.'
(...)
Gary Habermas identificou 41 pequenas sessões do Novo Testamento que parecem credos - frases compactas que poderiam ser facilmente lembradas e que provavelmente eram passadas adiantes de maneira oral antes de serem colocadas em forma escrita".

Habermas, no livro "O Veredito da História", lista um total de 39 fontes antigas documentando a vida de Jesus e, dentre elas, ele enumera mais de cem fatos relativos à vida de Cristo, seus ensinamentos, a crucificação e a ressurreição. Dessas fontes, 24, incluindo 7 fontes seculares e diversos dos credos mais antigos da Igreja, tratam especificamente da divindade do Filho.

Concluímos, com isso, que o Novo Testamento, embora possa ter feito uso de alguns sistemas de pensamento romanos, é um todo completo em si mesmo, com todas as suas bases históricas dispostas na Palestina, em Cristo Jesus, e escritas pouco tempo depois da morte do Mestre, sem, portanto, ter havido tempo suficiente para distorções advindas de influências greco-romanas. Ele é mais oriental do que ocidental e mais hebraico do que latino - observe que aquilo que aparenta ser ocidental e latino, na verdade não compromete em nada a mensagem e não contradiz ou acrescenta um ponto sequer daquilo que os documentos palestinos já trazem, sendo apenas formas adotadas para transmitir a mensagem cristã aos gentios. Isso fica ainda mais evidente quando descobrimos que não somente Paulo, mas a própria Igreja Primitiva, nas primeiras décadas, espalhou-se pelo Mundo Romano primeiramente através da rede de sinagogas que se estendia pelo Império.

2 - Os milagres de Cristo são copiados de mitos pagãos?
Muitos afirmam que as curas, a possessão demoníaca, os nascimentos de virgens e as ressurreições são relatos comuns de mitos da Antiguidade, apontando, assim, para o Novo Testamento como fraude. Ocorre que a presença de milagres em mitos antigos não significa que a Bíblia os tenha copiado. Vejamos alguns dos argumentos apresentados por Gary R. Habermas:

- Normalmente há um abismo filosófico entre os antecedentes pagãos e bíblicos. Enquanto a mentalidade pagã incorporou mais comumente padrões de natureza cíclica e repetitiva, a filosofia judaico-cristã vê a história com um padrão linear, cujo clímax está em Deus.
- No paganismo, os milagres normalmente estão associados a pessoas que nem sequer existiram, como Hércules, enquanto Cristo e outros realizadores de milagres bíblicos viveram.
- Os estudiosos observam que as histórias pagãs nunca foram influentes na Palestina, onde imperava uma mentalidade ímpar.
- A verdade é que nenhuma história de milagres do mundo antigo pode ter servido de inspiração para os milagres de Jesus, uma vez que poucas dessas histórias são anteriores ao Novo Testamento e se aproximam dos milagres de Cristo.
- É observado que os heróis pagãos mais proeminentes que ressuscitaram voltaram dos mortos depois das narrativas do Novo Testamento. É sabido que muitos ensinamentos antigos foram copiados do cristianismo, o que provavelmente é o caso da ressurreição.
- Praticamente todos os estudiosos reconhecem que Jesus, a figura histórica, realmente realizou atos que podem ser chamados de "milagres" ou "expulsão de demônios".
- Ao contrário dos mitos pagãos sobre aqueles que ressuscitaram dos mortos, há muitas evidências da veracidade da ressurreição de Cristo, começando pelos variados relatos antigos de muitos que, pelo menos, pensaram ter visto Jesus ressuscitado, sendo Paulo uma das mais importantes dessas testemunhas.
- Longe de estarem inspirados por histórias folclóricas, muitas pessoas, incluído quase todos os discípulos de Cristo, morreram pela sua honesta crença na ressurreição de Jesus. Esse tipo de convicção não encontra paralelo em nenhuma história pagã.

Jesus e as "religiões de mistério":
É comumente dito que as histórias sobre Jesus ecoam as antigas bases das "religiões de mistério", sendo apenas cópias de algo que veio antes. Será que isso é verdade? Procuremos as respostas no pensamento de Gregory A. Boyd, Ph.D.:

- Gregory A. Boyd, Ph.D., em entrevista pra Lee Strobel, afirmou que esse argumento chegou a ser popular no início do Século XX, mas acabou perdendo sua força mediante as evidências contrárias. Infelizmente alguns críticos estão tentando revivê-lo.
- Segundo Boyd, se houve empréstimo de ideia e histórias, considerando o lugar e época na qual os eventos ocorreram, foram as religiões de mistério que tomaram bases no cristianismo. A verdade é que, ao contrário do cristianismo, eram as religiões de mistério que tinham a característica de tomar ideias de vários lugares, vertentes de pensamento e religiões.
- Os judeus sempre preservaram suas crenças de influências externas, uma vez que se viam como um povo separado.
- É fato que várias histórias das religiões de mistério traziam a morte e ressurreição de deuses, mas, assim como citado anteriormente, as bases dessas narrativas se encontravam em torno do ciclo natural da vida, da morte e do renascimento - as lavouras morrem no outono e revivem na primavera. Nesse sentido, as histórias de ressurreição dessas religiões expressavam a maravilha desse fenômeno, misterioso enquanto óbvio, distante enquanto próximo. Além disso, nenhuma dessas histórias ocorria no mundo real, dentro do ambiente histórico da humanidade.
- Jesus, ao contrário dos relatos dos deuses misteriosos, viveu de verdade e esteve próximo de outras pessoas reais, como Pôncio Pilatos, Caifás e o pai de Alexandre e Rufo, que o ajudou a carregar a cruz. Além disso, nada nas histórias do cristianismo se relaciona com ciclos de vida ou colheitas, encontrando bases estritamente na mentalidade judaica (ressurreição dos mortos, vida eterna e reconciliação com Deus).
- Alguns sugerem que os costumes cristãos do batismo ou da comunhão tenham origem nas religiões de mistério, mas isso também é mentira. Primeiramente, a prova desses supostos paralelos aparece apenas depois do Século II, de modo que são as religiões de mistério que copiaram o cristianismo; em segundo lugar, uma retrospectiva cuidadosa verá que não existem semelhanças notáveis entre os ritos de mistério e as tradições cristãs: como encontrar paralelos entre o ritual para atingir um alto nível no culto de Mitra, no qual os fiéis sentavam sob um touro sacrificado, banhando-se com seu sangue e suas entranhas, para depois comê-lo, com o batismo e a eucaristia que os cristãos praticam?

Jesus e Apolônio:
Apolônio de Tiana supostamente vivera no Século I e teria curado pessoas e exorcizado demônios, além de ter ressuscitado dos mortos e aparecido a alguns de seus seguidores depois de ter morrido, constituindo uma história aparentemente idêntica a de Jesus. Verifiquemos com base no pensamento de Gregory A. Boyd, Ph.D.:

- Primeiramente, o biógrafo de Apolônio foi Filostrato, que redigiu seu relato mais de 1 século depois da morte de Apolônio. Isso é muito diferente da decorrência de poucos anos entre a morte de Cristo e os relatos mais antigos de Sua existência.
- Apolônio aparece apenas no relato de Filostrato, mas Jesus apresenta-se nos quatro Evangelhos, nos escritos de Paulo e na obra de Josefo e no trabalho dalguns outros escritores não-cristãos.
- Os Evangelhos foram todos aprovados nos testes de confiabilidade histórica a que foram submetidos, o que não pode ser dito sobre o relato de Apolônio.
- Filsotrato foi incumbido pela imperatriz de escrever uma biografia, para dedicar um templo a Apolônio. Essa imperatriz era seguidora de Apolônio, portanto Filostrato teria um motivo financeiro para embelezar a história e agradar sua "cliente". Em oposição, os autores dos Evangelhos não tinham nada a ganhar com seu trabalho.
- Os Evangelhos são uma perspectiva ocular muito confiável dos eventos descritos, enquanto Filostrato fez incontáveis declarações que inspiram pouca confiabilidade, do tipo: "Consta que..." ou "Segundo alguns dizem (...) outros dizem..." Isso significa que ele tratava o relato com cautela.
- Filostrato escreveu no Século III, na Capadócia, onde o cristianismo marcava presença há algum tempo, de modo que, se um lado copiou o outro, é muito mais provável que Filostrato tenha tomado algo de Cristo para embelezar a história de Apolônio.

Jesus e a historicidade dos Seus milagres:
Os relatos dos Evangelhos, como já visto, são suficientes para confirmar a historicidade dos milagres de Cristo, mas existe uma porção de evidências seculares sobre Jesus como alguém que realizou obras maravilhosas . Vejamos o que tem a dizer Edwin M. Yamauchi, Ph.D.:

- O historiador judeu do Primeiro Século, Josefo, declarou que Jesus promoveu "obras admiráveis".
- O Talmude, importante obra judaica concluída por volta de 500 d.C., que incorpora a Mishná, 200 d.C., trata Jesus como alguém que "praticava artes mágicas". Edwin M. Yamauchi, Ph.D., em entrevista para Lee Strobel, cita um trecho de um artigo acadêmico de referência: "A literatura judaica tradicional, embora mencione Jesus só raramente (e, seja como for, tem de ser usada com muita cautela), respalda a alegação do evangelho de que ele curava e fazia milagres, embora atribua essas atividades à magia. Além disso, ela preserva a lembrança de Jesus como professor, diz que ele tinha discípulos (cinco) e que, ao menos no período rabínico primitivo, nem todos os sábios haviam concluído que ele era 'herege' ou 'enganador'."
- O historiador Talo escreveu, em 52 d.C., uma história do Mediterrâneo desde a Guerra de Tróia, sendo citado por Júlio Africano, por volta de 221 d.C., no trecho em que comenta sobre as trevas que tomaram o mundo, interpretadas nos Evangelhos como resultado da morte de Cristo. Júlio Africano critica Talo por tentar explicar que apenas ocorrera um eclipse solar no momento da morte de Jesus, tendo tal argumento como improvável. Paulo Maier, no rodapé de seu livro "Pontius Pilate", de 1968, diz:
"Esse fenômeno, evidentemente, foi visível em Roma, Atenas e outras cidades do mediterrâneo. Segundo Tertuliano [...] foi um evento 'cósmico' ou 'mundial'. Phlegon, um autor grego da Cária, escreveu uma cronologia pouco depois de 137 d.C., em que narra como no quarto ano das Olimpíadas de 202 (ou seja, 33 d.C.), houve um grande 'eclipse solar', e que 'anoiteceu na sexta hora do dia [isto é, ao meio-dia], de tal forma que até as estrelas apareceram no céu. Houve um grande terremoto na Bitínia, e muitas coisas saíram fora do lugar em Nicéia."
- Consideremos que os Evangelhos foram escritos alguns anos depois da morte de Cristo e que os relatos acima descritos tomaram forma apenas algumas décadas ou séculos depois dos Evangelhos. Comparemos isso com a mais popular biografia de Zoroastro, escrita em 1278 d.C., embora o profeta tenha vivido por volta de 500 a.C., ou com os escritos de Buda que, embora tenha vivido no Século VI a.C., só foram redigidos depois do início da Era Cristã - sua primeira biografia data do Século I d.C. Até Maomé (57-632 d.C.) teve a sua primeira biografia escrita tardiamente, por volta de 767 d.C.

3 - Os Apócrifos:
O uso indevido dos textos apócrifos do período inicial da Era Cristã tem gerado muitos problemas. Os traços gnósticos de alguns deles, por exemplo, têm feito com que alguns estudiosos considerem todo o Novo Testamento como algo que brotou do próprio gnosticismo. Será que esse é o caso? Craig Evans faz um resumo dos principais apócrifos na introdução do seu livro, "O Jesus Fabricado", nos indicando que não devemos confiar no que dizem esses extremados críticos:

- O Evangelho de Tomé, em comparação com os evangelhos do Novo Testamento, é recente, secundário e não autêntico. O Evangelho de Tomé teve sua origem na Síria e provavelmente não antes do Século II. Bruce M. Metzger, Ph.D., afirma que esse evangelho só apareceu por volta do Século V.
- O Evangelho de Pedro, famoso pela "cruz falante", é recente e incrível. Na verdade, o documento fragmentado que temos pode nem ser o Evangelho de Pedro. O documento existente pode datar do Século IV ou V.
- A versão "secreta" do Evangelho de Marcos é um embuste moderno. A análise da letra revela claros sinais de fraude.
- As conclusões do "Jesus Seminar" são rejeitadas pela maioria dos estudiosos na América do Norte e Europa.
- Não existe nenhuma evidência crível de que Jesus tenha tido uma esposa e filhos.
- É fortíssima a evidência de que os evangelhos do Novo Testamento sejam nossa melhor fonte para compreender o Jesus histórico.
- Jesus não era adepto do cinismo e provavelmente nunca tenha se encontrado com um cínico.

4 - O cristianismo não foi imposto pela aristocracia romana:
Alguns críticos, ou apenas desconhecedores, afirmam que o cristianismo originou-se da vontade de Roma e foi imposto pela aristocracia romana. A verdade é que não existe absolutamente nenhuma evidência conclusiva para sustentar essa tese.

- As primeiras pregações cristãs de que temos registro se deram em Jerusalém, exatamente onde Jesus morreu e ressuscitou, e apenas poucos anos depois desses eventos. Tim Dowley começa o livro "Os Cristãos" falando de pregadores cristãos bradando sobre Jesus em 36 d.C., sobre caixotes de madeira. Ele descreve esses pregadores como "camponeses incultos".
- Além de ter surgido nas fronteiras mais distantes, indesejadas e desprezadas pelo Império Romano, o cristianismo espalhou-se primeiramente através da rede de sinagogas judaicas e ganhou público essencialmente entre a classe pobre das periferias urbanas e do campo.
- O ódio romano contra Israel e o povo judeu, que culminou na desolação total de Jerusalém em 70 d.C., e as perseguições que Roma financiou contra os cristãos, apoiando mentiras para desmoralizar os seguidores de Cristo e tratando de matar muitos deles, evidenciam que a fé cristã jamais se tratou de uma criação das autoridades romanas.
- O cristianismo só foi aceito e oficializado pelo Império séculos depois de Cristo. Ocorre que, mesmo depois de tanto tempo, tal medida foi tida com desconfiança por muitas das autoridades romanas, que não viam como apoiar uma minoria, outrora injustamente acusada de ser a fonte dos problemas de Roma, preservaria o espírito romano.
- Quando o evangelista Lucas, no Evangelho e em Atos, elogia os romanos, não o faz por ter sido comprado para tal, mas porque nos primeiros anos da Era Cristã os romanos realmente foram amistosos para o cristianismo e, convenhamos, criticar severamente o Império só traria desgraça sobre a Igreja.
- Como já vimos, as ideias cristãs tomam como base primeira o pensamento judaico, não greco-romano.
Fontes gerais: Bíblia de Estudo Defesa da Fé, CPAD, 2010, pgs 1504 e 1659; Em Defesa de Cristo, Lee Strobel, Vida, 2011, pg 88, 104, 109-113, 118 e 158-161; O Jesus Fabricado, Craig Evans, Cultura Cristã, 2009, pg 7; Os Cristãos, Tim Dowley, Martins Fontes, 2009, pg 8.

Natanael Pedro Castoldi
Leia também:

0 comentários: