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O Contexto Socioeconômico da Igreja Primitiva

-> Apresentação e Índice
Só é possível reconhecer o tamanho da revolução social promovida pela mensagem de Cristo quando compreendemos o funcionamento da sociedade do início da Era Cristã. O Mestre colocou o homem, como indivíduo, acima das instituições e dos jugos religiosos, sociais e de gênero, atribuindo um imenso valor a todo o ser humano, desde a mais tenra idade - era impensável, no período do Império Romano, conceber a ideia de que crianças valem tanto quanto adultos, de que escravos devem ser amados pelos senhores, de que as mulheres não são servas de seus maridos e de que é um dever da comunidade observar as necessidades dos pobres e excluídos. O Messias colocou todos em pé de igualdade diante de Deus e, assim, pavimentou os primeiros trechos das vias humanistas, que tanto foram valorizadas no período do Renascimento e da Reforma Protestante (infelizmente tais princípios revolucionários e extremamente saudáveis foram deturpados pelo egoísmo e orgulho humanos).

- A configuração social do mundo Romano:
A sociedade romana do início da Era Cristã, principalmente nas regiões italianas, era dividida essencialmente entre o povo das cidades e os trabalhadores dos imensos latifúndios. Havia algumas divisões sociais quase intransponíveis - tratando-se de uma sociedade agrária, cujas propriedades estavam, geralmente, nas mãos de grandes proprietários, não se tratando de um sistema econômico socializado, a desigualdade social era absurdamente grande. No topo da pirâmide social estavam o governante e a classe dirigente, representando 1% da população; a classe arrendatária, logo abaixo, representava 5%, seguida pelos mercadores e sacerdotes. Essas eram as classes privilegiadas, assentadas sobre as classes dependentes, resumidas da seguinte forma: os camponeses, imensa maioria, os artesãos (5%), a classe degradada, que eram os carregadores, mineradores e prostitutas e, finalmente, a classe dos excluídos, englobando mendigos, diaristas e criminosos. Esse último grupo era constituído basicamente de pessoas que as classes dominantes não achavam lucrativo empregar. Não havia o que consideramos hoje como "classe média".

Os padrinhos: no Mundo Antigo, onde havia a dita exclusão da maioria (na suposta democracia grega, que era, na verdade, uma aristocracia, havia 5000 cidadãos atenienses sendo servidos por 200.000 escravos), fora formulado um sistema social que, em parte, corrigia as largas deficiências, designado como "apadrinhamento". No mundo romano, por herança dos grupos familiares etruscos, o apadrinhamento era extremamente comum e boa parte da população participava desse sistema: todos os que podiam tinham um padrinho, com quem trocavam favores - a amizade consistia na troca de favores. Os fortes têm o domínio sobre os fracos e os fracos têm os fortes como seus protetores, com quem negociam empréstimos, patrocínios e outras questões. Não havia nenhum modo generalizado de ética de solidariedade - as relações humanas eram tratadas como formas de investimento. O próprio estado romano era uma espécie de "grande padrinho", havendo, em Roma, distribuições gratuitas do tesouro do Estado para um número que não podia passar de 200.000 pessoas, 20% da população total da cidade, sem contar os trabalhadores do campo, sendo que o restante, em número de milhões, não era considerado "povo", já que pertencia ao grupo dos humildes ("humiliores") - aqueles que não faziam parte da classe dos honestos ("honestiores"): escravos, libertos e infames, como gladiadores, dançarinos, bestiários, cantores, prostitutas, mulheres, crianças, cardadores (que cardavam a lã e o linho), sapateiros, pisoeiros (pisavam os couros e panos), carpinteiros, trabalhadores de curtume e os demais habitantes das insulae, ou favelas. Roma possuía tanta pobreza e estava tão dividida entre o luxo e o lixo que, segundo se falava, ao entrar nela era necessário abrir bem os olhos - para contemplar seus palácios e monumentos -, enquanto se trancava a respiração. Diante de tal situação, que era extremamente dramática para os pobres (dificilmente passavam dos 25 anos de idade - apenas 4% dos homens atingia os 50 anos), criou-se um espírito de insensibilidade no cidadão romano, que aprendeu a ignorar as debilidades dos menos favorecidos.

É interessante notar que, diante de tão grande número de pobres e excluídos, que não tinham o mesmo apelo que os nobres em manter as tradições religiosas familiares e que não padeciam de necessidades, a maior parte dos cristãos de Roma e de outras grandes cidades do Mediterrâneo, como Antioquia, Alexandria e Corinto, morava nas insulae, entregue à violência.

Os escravos: no período do início da Era Cristã a escravidão, aos olhos romanos, era algo absolutamente natural - o escravo em seu trabalho agia de modo tão coerente com as determinações da natureza quando o touro que pasta. Não havia nenhuma complicação moral na existência de escravos e o assunto era tão pacífico que poucos filósofos se deram ao trabalho de tentar justificar a escravidão. Tal prática, que estava no âmago do Império Romano, era sancionada por uma ordem jurídica, que fazia do escravo um ser inferior e dependente do seu amo, que tinha o poder de vendê-lo e até de tirar-lhe a vida - ocorre que os nobres romanos tinham uma educação tão desenvolvida que geralmente continham-se nas punições aos seus trabalhadores. Essa situação estava tão enraizada na sociedade do período que a Igreja, pequena e constituída de uma maioria pobre, pouco podia fazer senão constituir-se num refúgio de conforto e distração para o escravo, onde este podia recuperar a sua identidade perdida - com alguma influência do estoicismo, alguns cristãos do período, timidamente, começaram a sugerir mudanças, como Tertuliano, que defendeu a liberação do casamento do escravo e o respeito pelo laço familiar por ele gerado, impedindo a sua venda desprendido da família que constituiu. Com o tempo, os senhores começaram a separar menos os escravos de suas famílias, a promover o sepultamento adequado dos escravos mortos e a não vende-los sem a esposa e os filhos. Um dos consolos dos cristãos, escravos ou não, diante desse tipo de conceito firmemente enraizado na sociedade, era o dizer escriturístico: "vocês estão no mundo, mas não são do mundo." 

Os trabalhadores: a vida dos cristãos primitivos estava, quase em sua totalidade, imersa no universo do trabalhador romano - nas vielas fedorentas, na lida com o arado, na oficina do pisoeiro... Havia, segundo se sabe, algo entre 1 e 1,3 milhões de habitantes na cidade de Roma, dos quais metade eram escravos, excluídos da contagem do "povo", grupo esse que só servia para o trabalho. A classe dos "humiliores" estava fora de todas as preocupações do Estado e não recebia nenhum benefício dele como patrono - mas isso não significa que todos os que eram considerados "povo", em Roma, estavam bem, uma vez que a cidade havia inchado com a vinda massiva de trabalhadores do campo desempregados por advento da política de latifúndios, tomados de escravos, que substituiu as pequenas propriedades rurais. Esses estrangeiros encontraram refúgio nas insulae e é observando esse tipo de indivíduo que, segundo alguns, Paulo escreveu aos efésios, em Efésios 2:19: "Vocês não são estrangeiros sem domicílio, mas sim concidadãos dos santos e habitantes da casa de Deus." Com base em 1 Coríntios 2:26-29 podemos ter noção do terreno de maior atuação do Evangelho naquele tempo: o contexto dos trabalhadores manuais.

No Império Romano era questão de honra, algo totalmente coerente com a realidade, que o cidadão romano, se possível, levasse uma vida folgada, distante do trabalho, sendo servido e enriquecendo através do trabalho daqueles que pertenciam à classes inferiores - o status do indivíduo não residia tanto no que ele era ou fazia, mas na quantidade de propriedades que possuía. Era até aceitável que o endinheirado trabalhasse, mas ele jamais deveria ser misturar aos pobres. Havia, inclusive, um apelo moral para sustentar a folga dos amos e aplicar o jugo do trabalho sobre os pobres: era louvável que os pobres trabalhassem muito, não para subirem na vida, mas para que não se deixassem levar pelo vício e pelo crime. Então, de certo modo, os senhores faziam, como se cria, um "favor" dando muito trabalho aos pobres. O fato é que os pobres, ou trabalhavam e passavam fome, ou não trabalhavam e morriam em questão de dias. Mais de 80% da população não podia desfrutar do ócio - o trabalho era a própria definição do pobre. Nesse sentido, podemos encontrar nos Evangelhos o mérito de ter arrancado os trabalhadores do seu silêncio milenar.

O trabalho estava no centro da vida do povo comum, sendo considerado o valor principal da existência. Em 2 Tessalonicenses 3:6-12, Paulo elogia o trabalho manual e em diversas passagens neotestamentárias o Evangelho é apresentado em termos de trabalho: Romanos 16:6 e 12; 1 Coríntios 15:10; Filipenses 2:16 e 4:3; Colossenses 1:29; 1 Tessalonicenses 5:12 e 1 Timóteo 5:17. Havendo um número maior de cristãos pertencentes às classes comuns, pela lógica questão de que havia mais gente nessas classes, é fácil entender a quantidade de figuras e contextos do mundo dos pobres utilizados nas cartas cristãs que circularam no início da Era Cristã, fortalecendo a ideia de que o trabalho era um aspecto extremamente comum e valorizado dentro dessa nova religião. Através do trabalho os cristãos, unidos, construíam a sua comunidade - o próprio termo "diaconia", utilizado no Novo Testamento para referir-se ao trabalho na Igreja, significa "servir", apontando para o trabalho braçal. Isso não significa que não havia pessoas de classes elevadas na Igreja: Lucas, por exemplo, gosta de ressaltar que gente importante participava do movimento cristão, como sacerdotes e mulheres nobres (Atos 6:7 e 17:4). O fato é que, mesmo com tudo isso, o cristianismo não se podia caracterizar como um movimento de massas, o próprio Jesus deixa isso claro através da rigidez de Sua moral, da necessidade de alinhamento intelectual e da forma gradual como esperava que a Mensagem transformasse o coração de Seus seguidores - os recursos materiais sempre ficaram em segundo plano.

- A proposta cristã:

Sem patrono: a mensagem de Cristo, propondo uma comunidade na qual as pessoas sevem umas às outras em amor, libertou os cristãos do modelo de "pai" disseminado no Império Romano pela ideia de apadrinhamento, de modo que aqueles que viviam à margem da sociedade já não mais precisavam se submeter aos cidadãos mais endinheirados para sobreviver e garantir alguns luxos. Os cristãos aprenderam com Jesus que tinham uns aos outros, sendo não mais "filhos dos poderosos", mas filhos de Deus, e habitantes não do Império Romano, mas cidadãos do Céu, sendo todos iguais diante do Criador, prontos, pelo menos dentro das congregações, a esquecer toda a pirâmide social que vigorava na realidade autoritária e apadrinhada que os cercava.

Dentro das assembleias cristãs havia uma grande capacidade organizacional e de administração financeira, aspectos que atraíram a atenção do mundo derredor - assim o cristianismo pôde apresentar para o mundo pagão um novo modelo de comunidade que, sendo ideal, poderia modificar, redirecionar e delimitar de modo sem paralelo os traços de parentesco. Não havia mais o jugo de apadrinhamento familiar que Roma herdara dos etruscos, no qual o pai biológico tinha domínio direto sobre a vida e a morte do filho e era o responsável por determinar o futuro do mesmo, uma vez que todos os cristãos haviam aprendido com Cristo a chamar todos os Seus seguidores de irmãos, irmãs, pais e mães - os discípulos de Cristo faziam uns pelos outros mais do que irmãos de sangue costumavam fazer. Esse parentesco artificial caracterizava-se pelo cultivar de um senso de solidariedade, união financeira e mútua preocupação, independentemente da herança sanguínea do indivíduo. O Mundo Antigo nunca tinha visto esse tipo de sistema, que questionava a importância dos parentescos e laços familiares para a posição do indivíduo na sociedade. Havia, inclusive, um maior respeito dos cristãos para com os mortos que, mesmo sem vida, continuavam sendo considerados como irmãos e tinham sua memória perpetuada, uma vez que todos os seguidores de Cristo se reencontrariam no Paraíso - é por isso que, desde o início da Era Cristã, os cristãos organizaram cuidadosamente os seus cemitérios.

Através das sinagogas: inicialmente considerados como uma seita judaica, o que possibilitou com que o cristianismo se expandisse, num primeiro momento, longe das preocupações romanas (que interceptavam e aniquilavam novos movimentos religiosos que pudessem ameaçar a integridade do Império), os cristãos fizeram uso da extensa rede de sinagogas que os judeus haviam espalhado pelo mundo de então por vários séculos, depois do Exílio Babilônico. Essas comunidades já trabalhavam com uma ética de solidariedade e desfrutavam de grande autonomia nas terras onde estavam instaladas - outro aspecto interessante das sinagogas é que não se ocupavam muito com pomposos rituais, mas, sim, com a sóbria e centrada leitura das Escrituras. Foi da sinagoga que os cristãos extraíram a base de sua liturgia: reuniões semanais, calendários de festas anuais e a celebração de cultos com alternância entre orações fixas, leituras, exortações, salmos, batismos, cuidados comunitários om os velhos e doentes, conselho dos anciãos (presidido por um líder que exercia autoridade sobre a comunidade), o contato regular com outras comunidades, a discussão sobre heresias e a ajuda financeira mútua.

Sendo inicialmente considerados como judeus, os cristãos puderam partilhar sua fé e iniciar suas comunidades através do contato com as sinagogas que existiam em todo o Império Romano e até para além de suas fronteiras, onde nem mesmo as legiões haviam pisado. Para cruzar toda a vastidão do Império, os cristãos produziram uma imensa quantidade de peregrinos e pregadores itinerantes, que constituíram a primeira força de expansão da nova fé e atuaram com visível impacto até por volta do ano mil, sendo bastante efetivos nas comunidades rurais. Toda essa circulação de pessoas, apoiada pela Paz Romana e pelas estradas romanas, além da natureza desprendida do Estado que caracterizava as sinagogas, possibilitou com que o cristianismo se alastrasse e constituísse uma identidade ímpar - foi essa autonomia encontrada no sistema judaico que, ao lado de diversos atritos, fez com que cristãos e judeus se afastassem.

As comunidades cristãs absorveram das sinagogas, além da autonomia e do sistema de comunidade, a preocupação com a vida de todos os membros de sua assembleia e aprenderam a resolver os seus próprios problemas sozinhos, sem depender da boa vontade das autoridades políticas - a não ser que tal autoridade fosse cristã. As colônias judaicas, imersas principalmente nas grandes cidades, serviram de inspiração para os cristãos também pelos motivos que seguem: elas mantinham uma grande coesão interna, praticavam a esmola, o jejum, a oração, a ceia, as festas e davam assistência regular aos necessitados através de ofertas voluntárias ou de outras maneiras - desde o início os judeus promoviam uma reunião semanal, normalmente numa casa, onde se discutiam os problemas da comunidade. O manuscrito Atos de Pedro, ao relatar um evento de 180-190 d.C. dado numa comunidade cristã da Ásia Menor, nos fala sobre escravos, viúvas pobres, um soldado romano e sua esposa, as "matronas" que ajudam a comunidade, dois senadores que fazem o dom de seis mil peças de ouro para as viúvas da comunidade, os pobres e os órfãos - uma dama afortunada oferece dez mil denários para ajudar os pobres.

"Assim o modelo sinagogal não reconhece centro decisório fora da própria comunidade local. Irineu e Tertuliano ainda demonstram uma sensibilidade 'sinagogal' quando opinam que deve haver unidade no tocante às coisas da fé mas que no resto (...batismo, liturgia, eucaristia, orações, devoções) deve reinar a liberdade." Fonte: Cristãos da Terceira Geração (100-130), Eduardo Hoornaert, Vozes, 1997, pg 60.

Uma espécie de comunismo? Muitas pessoas confundem o sistema adotado pela Igreja Primitiva com uma espécie de "proto-comunismo", apenas porque havia nela uma preocupação em saciar as necessidades de todos - na realidade não há interesse em absoluta igualmente material na Igreja Primitiva. Havia, sim, uma política de "pão para todos", na qual os membros da comunidade sentavam juntos entorno da mesa e dividiam alimentos, cuidando para que ninguém padecesse de fome e outras complicações, mas isso chamamos de "comensalidade", não "comunismo". Não havia divisão igualitária de bens, apenas o ofertar voluntário de determinada quantidade de dinheiro e alimento para que nenhum membro da comunidade estivesse sofrendo - na Igreja de Jerusalém, citada em Atos 2, não presenciamos um súbito abandono e divisão de propriedades e recursos, mas, sim, a gradativa venda e troca de recursos conforme as necessidades da congregação exigiam.

As igrejas cristãs geralmente estavam dispostas a ceder residências de seus membros para o descanso de pregadores itinerantes, de apóstolos, mas, devido às condições, estipulou-se que não deveriam abrigar o pregador por mais de dois dias, sendo isso considerado abuso, uma vez que geralmente estava fora da disponibilidade de recursos das comunidades.

"Todo o apóstolo que vem a vós seja recebido como o Senhor. Mas ele não deverá ficar mais que um dia, ou, se necessário, mais outro. Se ele, porém, permanecer três dias é um falso profeta. Na sua partida, o apóstolo não leve nada, a não ser o pão necessário até a seguinte estação; se, porém, pedir dinheiro é falso profeta. (...) Se o hóspede for transeunte, ajudai-o quanto possível. Não permaneça convosco senão dois ou, se necessário, três dias. Se quiser estabelecer-se convosco, tendo uma profissão, então trabalhe para o seu sustento. Mas, se ele não tiver profissão, procedei conforme vosso juízo, de modo a não deixar nenhum cristão ocioso entre vós. Se não quiser conformar-se com isto, é alguém que quer fazer negócios com o cristianismo. Acautelai-vos contra tal gente." Didaqué 11:4-6 e 12 (Vozes, 10ª Edição, 2012, pgs 32-34).

Vale ressaltar que a partilha de bens já era considerada como um ideal por vários escritores gregos e também já havia sido praticada por judeus, de modo mais dramático entre os essênios de Qumran - ocorre, no segundo caso, é que tal partilha era obrigatória, não voluntária. Jesus não tinha determinado nenhuma política que obrigasse a partilha, embora tenha estabelecido conceitos morais que, por outro lado, não possuíam valor se não fossem praticados com sinceridade. Também vale ressaltar que a forma como os cristãos de Jerusalém abriram mão de suas posses, na expectativa da iminente volta de Cristo, trouxe alguns malefícios, porque eles continuaram sendo pobres e até se tornaram dependentes da caridade de outras igrejas. É bastante provável que, na por eles entendida véspera da volta de Jesus, não tenham equilibrado o partilhar com o trabalhar, havendo gastos sem reposição. Noutras terras, mas geralmente de modo não tão dramático, a partilha também se espalhou, como vemos na conhecida generosidade da Igreja de Antioquia e dos gentios cristãos da Grécia e da Ásia Menor. Com o tempo, as igrejas criaram, inclusive, algo parecido com agências de emprego, para evitar que os seus membros ficassem ociosos e se tornassem dependentes.

Fontes gerais: Cristãos da Terceira Geração (100-130), Eduardo Hoornaert, Vozes, 1997, pgs 45-71; A Vida da Igreja Primitiva, Ed. Paulinas, 1985, pgs 77-78.

Natanael Pedro Castoldi

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