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Grandes Textos - O Amor Cristão

"Amor": talvez esse seja o mais mal compreendido tema cristão de todos os tempos, e hoje mais do que nunca. O "amor cristão" é paradoxal, uma vez que é simples enquanto difícil de ser concebido: geralmente é depois de muita leitura e experiência vista e vivida que o cristão descobre o quão descomplicado é definir o amor pregado por Cristo - imagino que a maior dificuldade dos homens com relação ao entendimento desse amor está na exclusão prematura das coisas simples e óbvias quando tratamos do assunto "vontade e natureza de Deus", já que temos a tendência de pensar que um Criador tão grande e poderoso não pensaria em nada fácil de entender. Mas uma coisa é ser fácil de entender, outra é ser fácil de praticar: parece não haver nada mais antinatural, mais doloroso, mais complicado do que praticar - tentar, pelo menos - o moralmente elevadíssimo amor com que Cristo nos amou. Porém, ao mesmo tempo que tal amor é difícil de ser praticado, os que tentam pô-lo em prática, enquanto reconhecem as suas dificuldades, bradam em uníssono as alegrias que invadem seus corações através dessa disciplina. Em resumo: é fácil, mas é difícil e é doloroso, porém prazeroso. Esse é o amor cristão! E é sobre ele que falaremos no restante da postagem, publicada inicialmente nO Mirante, no dia 15 de novembro de 2011, sob o título "O Fundamento". Espero que essa reflexão sobre um dos temas centrais do cristianismo te inspire.

O Fundamento

Podemos falar milhares de páginas sobre pecado, filosofia, ciência, revelando grandes mistérios da fé cristã, mas nada disso tem peso algum se não tiver uma razão para ser feito, um alicerce no qual se estabelecer. Algo que muitos teólogos têm feito, e eu devo me cuidar para não entrar nessa, é ter o cristianismo e a Bíblia como objetos de estudo, apenas, que "dissecam" até onde podem, afim de conseguir explicar e compreender todos os mecanismos do determinado sistema, esquecendo-se de que na fé cristã existe algo além da mera ciência, do mero conhecimento. A verdade é que ela não passa de teoria vazia e inútil se for levada apenas como material de estudo. Paulo diz em 1 Coríntios 13 exatamente isso: sem amor, nada do que viermos a fazer tem algum valor, não passando de uma vã filosofia -Colossenses 2:8-, de uma pífia obra.

Eis o fundamento de tudo na fé cristã: amor. Não trata-se daquele tipo amor que você vê sendo proferido na Parada Gay, que mal usa versículos bíblicos, concebendo-se de uma maneira extremamente superficial, resumido apenas ao ato carnal do sexo, mas falo do amor de Cristo, que levou-O a suar sangue, a ser espancado e torturado de todas as formas e, por fim, acabar morto numa cruz; falo do amor paulino, que levou o apóstolo a abrir mão de todo o conforto e tranquilidade para cruzar o mundo conhecido levando a mensagem de Cristo aos gentios, padecendo, por causa disso, de grandes perseguições -apedrejamento, surras, ataques morais-, terminando por ser preso numa terrível masmorra romana e decapitado à mando de Nero. Ora, como Paulo falaria doutro amor, senão do amor sacrifical? Paulo não poderia falar de amor relacionando-o ao que comumente pensamos, se ele preferiu a castidade, afim de servir integralmente à Deus e morrer por Ele, assim como Jesus o fez pelo apóstolo! Jesus também não poderia, ao falar de amor, estar sendo tão superficial quanto nós, pois também manteve-se casto, detido exclusivamente em Sua missão sacrifical nesse mundo, até porque o próprio amor que Ele por nós demonstrou foi essencialmente o  privar-se de tudo o que é carnal, de todo o conforto e sossego, para viajar curando, perdoando pecados, expulsando demônios, desafiando fariseus, alimentando famintos, rejeitando bajulações e, por fim, deixando-se crucificar. Ora, como alguém ousa usar as palavras de Cristo e de Paulo para incentivar a libertinagem? Para estimular algo que geralmente nem amor é, aproximando-se mais de uma relação puramente sexual e egoísta? Falta honestidade e entendimento - Romanos 1:26-28 deixa claro que tudo isso se resume em paixão carnal e perversa. Amor não é "sentimento do coração", pois a própria Bíblia afirma que o coração é extremamente enganoso e vil -Jeremias 17:9; Provérbios 3:5.

O amor bíblico, segundo Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, excede em muito a razão, pois está além do alcance de nossa compreensão profana. Ora, nenhum ser humano consegue, naturalmente, amar como Jesus amou, nenhum!! E essa é a graça do cristianismo: ele existe para oferecer ao ser humano tudo aquilo que ele carnalmente não consegue e não quer. Ora, quem quer, naturalmente, amar como Cristo? Ninguém quer abrir mão do conforto e da própria vida em nome do próximo - é mais fácil aceitarmos o amor do que exercermos. Mas é exatamente isso que Deus nos propõe: amar à Ele e ao próximo, abrindo mão de nossa própria vida, de nossa riqueza, de nosso conforto -Lucas 9:23. Se não fosse assim, que razão teria a fé cristã? Ora, se estivesse oferecendo algo que todo mundo naturalmente já procura, seria inútil. Eis aqui, portanto, algo que não pode ter vindo da mão de um homem, pois nos incentiva a coisas que ninguém, de fato, quer e que, portanto, só pode vir do próprio Deus, o que se evidencia ao analisarmos a perfeição de um pensamento assim, pois o único remédio em prol de uma sociedade imaculada é o amor, o amor descrito na Bíblia!! Se todos vivessem o amor de Deus nos relacionamentos humanos, ninguém deixaria o próximo padecer qualquer necessidade, todos seriam saciados, porque Jesus nos ensina a, amando como Ele nos amou, se necessário, até abrirmos mão de nossa própria vida, -João 15:12- e pra quem ama à ponto de entregar a sua vida, não custa abrir mão de riquezas e pertences para o auxílio daquele que está envolto em privações -Mateus 5:39-44. João Batista também nos ensina algo semelhante em Lucas 3:11-14. A Parábola do Bom Samaritano, por fim, exemplifica bem o que acabou de ser dito: esquecendo-se de nossos preconceitos e inimizades, devemos auxiliar, abrindo mão do nosso tempo, recursos e até fama -Marcos 2:16-, aquele que está necessitando. O texto, por sinal, se desenvolve dentro da questão de "como adquirir a Vida Eterna", o que é, no mínimo, estranho, porém é exatamente o que entendemos quando lemos Lucas 10, à partir do verso 25, concluindo no 37.

Existe uma questão interessante sobre esse assunto que podemos basear em Mateus 16:24-26:
"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?"

Ora, o texto diz que aquele que quer, de fato, seguir a Cristo, precisará valorizar menos a sua vida do que a vida dO Senhor, permitindo-se padecer de todo o sofrimento e privação que, por ventura, lhe sobrevier por causa de sua fé e determinação cristã -Filipenses 4:11-14. Então lembro-me de Lucas 12:9: "Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus." O que isso tem em relação ao texto de Mateus? Simples: negar a Cristo diante dos homens é algo muito fácil, basta, não abrindo mão de sua própria vida, ou seja, permitindo-se dominar pelos prazeres, ignorar a vida de Cristo, vida essa que Ele quer demonstrar ao mundo através do cristão. Concluímos, com base nisso, que somente pode ser de Deus aquele que O ama e somente ama a Deus aquele que abre mão de sua vida, deixando a vontade dO Pai ter primazia. Como melhor podemos demonstrar esse amor, no qual abrimos mão de nossa vida? O único cenário onde ele se desenvolve é entre os homens, pois se Lucas 12:9 diz que negamos Cristo ao vivermos carnalmente diante dos homens, O pregamos vivendo a Sua vida diante destes mesmos homens. Como, então, viver a vida de Cristo? Demonstrando o amor dEle, que é sacrificial e desinteresseiro, utilizando-se de tudo o que temos e somos como ferramenta em prol do bem material e eterno daqueles que nos cercam. Essa mentalidade, fundamentada em absoluto amor, é tudo o que precisamos, após entregues aO Salvador, para desenvolvermos a nossa fé e, por consequência, ignorar isso é o mesmo que ignorar Deus, porque Ele é amor e, de antemão, nos preparou para as obras em prol do bem dos outros -1 João 4:16; Efésios 2:10. A melhor forma de amar a Deus é, por amor à Ele, amar as Suas criaturas todas, criaturas estas que Ele ama ardentemente, à ponto de ter enviado o Seu amado filho para a humilhação e morte em seu favor -João 3:16-, logo, o amor em nós é antes uma obrigação para com Deus, realizada até mesmo contra a nossa vontade, do que um mero sentimento humano - 1 João 4:20.

Com base no raciocínio lógico desenvolvido acima, chegamos ao ponto crucial de toda a Lei e de todo a Nova Aliança, no qual tudo se baseia, todo o sentido da fé se desenvolve, todo a razão de "ser ou não ser" se alicerça: "O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." Marcos 12:29-34.

Deus pede que O amemos acima de todas as coisas e, na lógica do texto, isso significa que o amor por Ele deve ser maior do que o amor por nós mesmos. Deus quer que o amemos como sendo o nosso ÚNICO DEUS, sem idolatria a nós mesmos, fazendo-o com toda a sinceridade, sendo Ele quem ocupa todo o nosso coração, oferecendo-O toda a nossa alma para que habite, permitindo que domine os nossos pensamentos e atitudes, e, por fim, conforme o versículo dá a entender, nos disciplinando para, até forçadamente, amá-Lo - isso quando essa não é nossa vontade máxima. Amando primeiramente - e ardentemente- a Deus, devemos amar o nosso próximo -o que é consequência-, fazendo-o como amamos a nós mesmos, ou seja, menos do que amamos à Deus, mas, ainda assim, de modo o bastante a se igualar ao zelo que temos com a nossa própria vida. Um exemplo prático desse amor é tal: se teu próximo deve ser amado como tu te ama, ao ver um mendigo esfomeado, dê-lhe, no mínimo, metade daquilo que você mesmo está comendo. Simples, não? Nem tanto! O fato é que isso é seríssimo, pois, negando amar o teu irmão como ama a ti mesmo, está te colocando num nível de superioridade em tua vida que compete com a primazia de Deus, já que está beirando idolatria, além do fato de você, nitidamente, estar indo contra a vontade dO Pai, que é pleno amor, logo, desrespeitando-O, assim evidenciando a verdade de que você não O ama com todas as tuas forças, o que pode determinar se, de fato, você está nEle ou não. Não digo que essa realidade precisa ser natural em nós e que quando não sentimos algo profundo pelo próximo, não estamos salvos em Cristo, pois a Bíblia nos ensina a lutar contra as nossas vontades carnais e, utilizando-se até mesmo da força, ir no rumo oposto ao que nós realmente queremos, isso exige disciplina e esforço, não sendo uma vontade e sentimento natural. Como já disse, amar plenamente não se baseia em sentimento, se baseia em obra, e é isso que estou querendo deixar claro: não amar, em obras, o teu próximo, indica grande individualismo egocentrista na tua vida, o que ataca o Senhorio do Pai em teu ser, além de ser escancarada desobediência da tua parte para com Deus, demonstrando uma realidade alarmante de falta de amor por Ele -Tiago 1:22-27.

Sobre os Dois Grandes Mandamentos do amor, Cristo sabiamente disse o seguinte -Mateus 22:40
"Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." Isso significa duas coisas: quem não ama a Deus e ao próximo, está lançando nas chamas a Bíblia inteira, descumprindo TUDO o que está escrito, mas, por outro lado, quem pratica estas duas coisas, está, automaticamente, fazendo TUDO o que é necessário -depois, é claro, de confessar Jesus como Senhor e Salvador. Em resumo: amar a Deus e ao próximo é um conceito que, quando bem compreendido, nos afastará do pecado, não por medo -1 João 4:18-, mas por amor à Deus e ao próximo, assim como nos fará cumprir, de coração, tudo o que O Senhor nos pede, pois, amando-O e amando ao próximo, automaticamente realizaremos as boas obras, evidência do caráter de Cristo em nós, evidência de Sua habitação em nosso ser.

Veja como o cristianismo não tem nada com mero cumprimento de leis! Trata-se da formação do amor de Deus em nós e a demonstração desse amor aos outros, já que tudo o que Deus nos pede para fazer por Ele está fundamentado em amor, cuja razão está na manutenção da vida, tanto a nossa quanto a do próximo. Não trata-se, por exemplo, de algo como o hinduísmo, do qual os fiéis, há alguns dias, consumaram um ritual envolvendo o abate sacrifical de 15 mil búfalos, o que apenas promove a fome e a violência. Não, Deus só nos pede para fazer coisas que, de modo a ser óbvio, promovem a vida em toda a sua plenitude. Quando compreendemos, pela observação do Universo, que o Deus Criador só pode ser pleno amor, então concluímos que o cristianismo é a única "religião" que pode ser verdadeira -"Inescapável" e "Pandemia". É sobre a demonstração desse amor que falaremos na sequência.

Veja bem, Jesus mesmo disse que amando à Deus e ao próximo poderemos fazer tudo o que está contido na Palavra e, por isso, vou testar essa verdade. Você, cristão, que ama a Deus, amando o próximo, certamente cumprirá a Grande Comissão -Mateus 28:18-10;  você, cristão, que ama a Deus, amando o próximo, certamente não o julgará -Mateus 7:3; Romanos 2:1-4; você, cristão, que ama a Deus, amando o próximo, certamente não fará acepção de pessoas, tentando escolher quem pode ou não frequentar uma celebração da Igreja -Tiago 2:1 e Romanos 2:11; você, cristão, por amor à Deus e ao próximo, aceitará, por exemplo, o homossexual como o pecador que ele é, assim como você, procurando, também por amor à Deus e à ele, a sua cura, que não vem pela pressão e opressão -Mateus 9:12; você, cristão, por amor à Deus e ao próximo, sairá de sua zona de conforto e irá para lugares que a tua carne, acomodada, repudia, levando mantimentos de tua própria casa -que, na verdade, são de Deus- e o Evangelho aos idosos em ancionatos, aos deficientes mentais em escolas especiais, aos mendigos embaixo de viadutos, aos drogados nas esquinas à noite, às prostitutas na beira das rodovias, aos presidiários em suas prisões, aos pobres em suas vilas... Sim, você fará isso!! Você, cristão, por amor à Deus, fará questão de aniquilar todo o racismo, todo o ódio, toda a violência física e verbal, todo o julgamento embasado em arrogância e maldade, sim, você fará questão de promover o julgamento de tua carne, que é incessante inimiga de Deus! Você fará questão de mortificar o teu comodismo, o teu individualismo e a tua ganância também por amor aos próximos, pois aquela prostituta da rodovia é tida com repúdio por quase todos e provavelmente ninguém chegou-se à ela em amor e lhe falou de Cristo, assim como o drogado da esquina, que pode usar da droga como escape para uma vida totalmente estraçalhada - 1 Pedro 1:22; Efésios 4:15.Você, cristão, por amor à Deus e ao próximo continuará sendo visivelmente um filho de Deus enquanto estiver com tuas companhias mundanas, pois, te vendo, vendo o teu exemplo e a vida que você leva, aqueles que sofrem nas garras desse mundo injusto e cruel, poderão encontrar respostas e salvação. Você, cristão, por amor à Deus e ao próximo, não olhará pornografia na internet, primeiro porque isso desagrada à Deus, ao Seu padrão moral e ao ideal de Sua criação -assim como todo o pecado- e, segundo, porque, amando as pessoas que mergulham no universo do sexo, não estimulará essa indústria, que aniquila a vida de milhares, sejam promotores ou consumidores, enveredando-os em vícios mortais e na destruição e desvalorização de seu corpo, espírito e nome -Romanos 1:28-32, atenção especial para os versos 28 e 32, vide também Mateus 5:28 e Tiago 4:4. Você, cristão, por amor aO Criador e ao próximo, também não terá relações sexuais com ninguém antes do casamento, pois honra teu Deus, honra a ti mesmo e também honra o outro, que não quer usar como objeto para teu prazer egoísta, que não quer perverter e fazer pecar contra O Senhor -Mateus 18:6. Você, cristão, por amor a Deus irá adorar em louvor, mas por amor a Deus e também ao próximo, procurará por músicas cujos ritmos e letras sejam úteis, aplicáveis e impactantes para os incrédulos em suas devidas realidades, promovendo mudança de vida. Você, cristão, não falará apenas de bênçãos e calmaria, mas, em verdade, por amor a Deus e ao próximo, deixará que os incrédulos e novos cristãos saibam da luta, da privação, da dor que esse estilo de vida promove, não mentirá, não os irá, pela mentira, fazer tropeçar -pois "meia verdade" é igual a completa mentira-, por isso você falará de pecado, de Juízo, de Inferno e de mudança de vida! Falará do "vinde"-Mateus 11:28-, mas, também, do "ide" -Mateus 28:19-20 e Mateus 10:16-19. Você, cristão, também irá para os cultos de tua igreja, porque ama a Deus e, com sinceridade, quer conhecê-Lo mais, também porque, amando os teus irmãos, quer ter a oportunidade de demonstrar-lhes isso, de, amando-os, partilhar com eles tal amor - isso em atitude, em postura -, desenvolvendo, juntamente com a congregação, o amor dO Pai. É por isso que a Igreja é essencial nesse mundo, não para enriquecer, não para ter mídia, não para fazer shows, mas para ser um reduto onde, independentemente do que aconteça nesse mundo, o amor prevalece na essência, o amor de Cristo se desenvolver na plenitude, sem politicagem, sem abusos, sem guerras e julgamentos, onde os líderes são, por amor às "ovelhas" e aos incrédulos, os maiores servos entre todos -Tito 1:5-9; Marcos 10:43-44- e onde cada um, movido pelo exemplo de Jesus, se prontifica a "lavar os pés" do outro -João 13:14; Colossenses 13:3. Filipenses 4:8 trabalha bem com a questão de santidade, nesse parágrafo trabalhada

O amor! Esse é o marco decisivo do cristão, é o diferencial, o maior de todos, o mais chamativo, a única imagem de Cristo que os incrédulos terão para ver. Nada do que fizermos nesse mundo tem sentido sem amor. Nada nesse meu blog faz sentido sem o amor, primeiramente por Deus, a quem o dedico, e, então, pelos próximos, a quem quero convencer sobre O Pai e sobre a conduta cristã. A própria igreja não tem valor nenhum se não exercer o amor, se mergulhar no capitalismo, na disputa política, na guerra contra as classes e massas. É claro, a igreja, por amor a Deus e ao próximo, defenderá a verdade, mas, também por amor a ambos, não incitará o ódio de ninguém, pois ela, fundamentada em amor, jamais deverá deixar o ódio como marca - "a árvore boa produz bons frutos" -Mateus 7:17. Jesus disse que por meio de nosso amor, fundamentado nEle, seríamos reconhecidos como servos Seus -João 13:35-, ou seja, não há melhor evangelismo, nem melhor defesa da verdade cristã, do que a demonstração prática daquilo que ela prega, daquilo que Jesus disse e fez! Ora, a fé sem obras está morta -Tiago 2:26! Cristãos sem amor, se é que podem ser chamados de "cristãos", são exatamente iguais aos mundanos, ou melhor, são mundanos, não causando diferença nenhuma numa sociedade totalmente mergulhada no individualismo e arrogância, e não é para isso que Cristo veio ao mundo, logo, o dito "cristão" sem obras, sem sabor, sem promover diferença nenhuma -a não ser para pior, como um mau exemplo-, não merece nada além do que ser lançado fora e pisoteado -Mateus 5:13- e, quem sabe, é exatamente isso que lhe acontecerá no dia em que, diante de Deus, for julgado pela sua hipocrisia e omissão -1 Pedro 1:17; Tiago 4:17; Mateus 12:30; Romanos 2:6-11.

A conclusão mais óbvia disso tudo é que, sem amor não existe cristianismo e, sem cristianismo não existe o perfeito amor, que é o de Cristo, O Perfeito. É exatamente por isso que o nosso mundo, que nega O Salvador, está, cada vez mais, mergulhado na frieza. Nós, cristãos, só o somos se amarmos e ponto final!! Nós, cristãos, só temos utilidade se tivermos amor!! Mas pense, é fácil ter "amor" pela vovozinha que quer atravessar a rua, mas se você, fazendo-o por ser mais tranquilo e cômodo, nega-se a sentar-se com um mendigo e, ignorando o cheiro, conversar com ele, se preocupar com a sua vida, perguntar-lhe sobre como sobrevive ao inverno, como consegue se sustentar e, por fim, chegar ao ponto central de tudo, que é Cristo, então, simplesmente, não tem amor, mas, no teu comodismo, com base na lei do mais fácil, é o rei da tua vida, não permitindo-se, por amor à Deus, deixar-se usar como uma ferramenta de amor ao próximo, seja ele quem for - você não escolhe quem tem o "privilégio" de receber o teu amor, Deus é que te escolhe para, gratuitamente, despejar o Seu amor para com todos aqueles que Ele quer, ou seja, todo mundo -João 3:16; Gálatas 3:28. Esse conceito é muito simples: se Deus é amor e Ele ama, inclusive, o mais podre dos homens, você, amando à Deus, também deverá amar esse homem. Quem não ama, não está em Deus e não é de dEle, pelo contrário, faz o que é satânico, carnal e, portanto, é do Diabo -1 João 3:10. Ora, sendo assim, aquele que não ama está condenado ao mesmo Inferno para o qual está condenado Satanás!!! Essa história de "comodismo cristão" não existe, pois se você está acomodado, não é cristão e não está em Deus, cumprindo muito melhor a vontade do Pai da Mentira do que a vontade de Deus.

Concluo essa postagem te exortando para refletir sobre a tua vida e sobre a igreja de nossos dias. O quanto eu e você temos sido cristãos? O quanto devemos mudar para sê-lo plenamente?! O amor é um assunto sério, sem ele é impossível agradar a Deus, sem ele é impossível fazer qualquer coisa que leve a marca de Cristo e, portanto, sem ele, não há salvação, pois o amor de Deus é o motivo primordial para Ele nos perdoar e salvar, logo, se não o fazemos também para com os próximos, demonstramos que compreendemos muito pouco o significado daquilo que Deus fez por nós, evidência do quão pouco concordamos com o que O Pai nos fez, pois, na prática, fazemos -e, portanto, queremos- o oposto -Mateus 7:12. Quem teve a "dívida" perdoada por Deus, se, por falta de amor, não perdoar as "dívidas" dos próximos, corre o risco de perder a graça imerecida que anteriormente recebera -Mateus 18:23-35. Ora, isso é muito lógico! Isso é totalmente justo!! A salvação não é por obras, é pela fé, mas a perseverança na fé salvífica é, sim, pelas obras -Tiago 1:21, 2:14. Mera "fé" não é algo decisivo, pois somente "crer" não significa nada se não houver a prática, a teoria é morta e inútil se não for exercida!! E a melhor - e única - forma de exercer toda a teoria bíblica é fundamentando-se no amor!! Sem amor, repito, nada faz sentido, nada tem razão nenhuma, sem amor nós somos inúteis, sem amor nós somos satânicos, sem amor estamos fadados ao Inferno!! E essa é uma realidade inegável. 1 Coríntios 13:1-2:

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria."

De qualquer forma, o medo do Inferno não pode, jamais, ser um estímulo para se exercer o amor, pois esse amor, fundamentado no medo, não é bíblico e, também, não é genuíno, é interesseiro. O simples fato de o cristão estar num relacionamento de intimidade e gratidão com Deus deve fazê-lo buscar agradá-Lo em amor, o simples fato de pessoas estarem padecendo de todos os tipos de necessidades, privadas do amor dos próximos, deve impulsionar o cristão que, em genuíno amor, dá-se em prol do bem daqueles que ele ama, daqueles que Deus ama mais do que tudo, mais do que o Seu Filho. Deus ama o teu próximo? Ame-o também, por amor à Deus e, logicamente, por amor ao indivíduo. Quem odeia aquilo que Deus ama, realmente consegue amar à Deus?! Lembre-se disso: nada é certo só por ser "certo", o que é correto o é simplesmente porque coopera com a vida, seja a tua, seja a o próximo ou seja a vida de Deus em ti e, da mesma forma, nada é errado simplesmente por sê-lo, o que é errado o é porque atenta contra a vida, quer seja a tua, quer seja a do outro, quer seja a de Deus em ti e no próximo. Não tem como amar a Deus sem amar ao próximo e não tem como amar ao próximo sem, antes, amar a Deus! Deus, pela Graça, te dá, primeiramente, o Seu amor e, depois, você o desenvolve amando-O e amando ao próximo - assim, também, amando-O, pois amar o próximo é amar a Deus e amar a Deus é amar o próximo, já que Deus é amor e de um servo dEle, tomado pelo Seu Espírito, só pode -e deve- sair amor -Lucas 6:44-45. Quem, uma vez na Videira, que é Cristo -amor-, produz fruto que não Lhe é típico -maldade-, será lançado fora, nas chamas, pois já não pertence à Ele -João 15:5-6.

Guarde isso: o amor depositado em ti não pode vir de ti mesmo, mas da parte de Deus e do próximo; da mesma forma, o amor depositado no próximo não deve vir dele, mas de Deus e de ti! Trata-se de um compromisso mútuo, no qual é necessário haver unanimidade no Pai. Leia Filipenses 2:3-4 e Romanos 12:13-20, ênfase no verso 16.

Natanael Pedro Castoldi, 2011

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