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As Ofensas aos Cristãos Primitivos

-> Apresentação e Índice
É irônico como, ao longo da História da Igreja, muitos dos ataques dos inimigos da fé hoje acabam se revertendo em evidências da sua veracidade e autenticidade. Logo nas primeiras décadas da Era Cristã os anticristãos, querendo destruir o cristianismo através de suas agressões e ataques a Cristo e aos cristãos, acabaram nos dando evidências de que Jesus realmente existiu e de que o caráter dos primeiros cristãos estava acima de qualquer suspeita:

- Acusados de ateísmo: "Os cristãos não tinham ídolos e no seu culto nada havia para ser visto. Seu culto era espiritual e interno. Quando se punham de pé e oravam de olhos fechados, suas orações não eram dirigidas a nenhum objeto visível. Para as autoridades romanas, acostumadas às manifestações simbólicas de seus deuses, isso nada mais era do que ateísmo". Fonte: O Cristianismo Através dos Séculos, Earle E. Cairns, VidaNova, 2008, pg 75. Note aqui que, desde os primeiros séculos, o cristianismo mostrava-se detentor de uma identidade revolucionária, diferente de tudo o que havia existido até então, o que demonstra a sua autenticidade: não fazia uso de imagens de ídolos e de quem quer que fosse. Nesse sentido, vemos que os primeiros cristãos, tendo frescas as memórias messiânicas e paulinas e, por isso, não se prostrando mediante nenhuma escultura ou imagem, desferiam um testemunho eficaz contra a idolatria romana e bárbara, uma cisão enorme com relação a toda a espécie de culto anteriormente - e paralelamente - praticada. O Deus cristão era diferente: para que os cristãos se comportarem assim, de modo que lhes era incômodo, mediante as ofensas e provocações dos opositores, não me parece que o cristianismo foi inventado por humanos comuns, mas, sim, que é herança do ministério, da morte e ressurreição do maravilhoso Cristo - para ter mais aceitação, nenhum inventor de religião iria atiçar o maior império do mundo desse modo.

- Deslealdade: como os cristãos se recusavam a sacrificar aos deuses pagãos, os romanos os tinham como desleais. Essa realidade, unida às reuniões que os cristãos faziam em secreto, dentro das casas, levavam muitos romanos pagãos a sugerir que os seguidores de Cristo tramavam uma conspiração contra o Estado - como os cristãos se negavam a servir ao exército (até 313 d.C.), sua situação piorava. Fonte: O Cristianismo Através dos Séculos, Earle E. Cairns, VidaNova, 2008, pg 75. Sabemos que, embora inicialmente os romanos tenham considerado culpa dos cristãos pela decadência de Roma, mais tarde ficou claro que a cultura e a sociedade greco-romanas somente sobreviveram por meio da intervenção cristã.

- Incesto, canibalismo e práticas desumanas: "O sigilo dos encontros cristãos também suscitou ataques morais contra eles. (...) O entendimento equivocado sobre o 'comer e beber' os elementos que representavam o copo e o sangue de Cristo geraram rumores de que os cristãos matavam e comiam crianças em sacrifício ao seu Deus. A expressão 'beijo da paz' foi logo transformada em acusações de incesto e outras formas de conduta imoral que causavam repugnância à sofisticada mente romana. Pouca diferença fazia se esses boatos eram verdadeiros ou não." Fonte: O Cristianismo Através dos Séculos, Earle E. Cairns, VidaNova, 2008, pg 75. Esse tipo de discurso forçado lembra muito o que ainda hoje vemos os inimigos da fé fazendo, ou não? Interpretações maliciosas, calúnias e falsos esteriótipos, fugindo largamente do verdadeiro cristianismo.

- Inimigos da humanidade: os cristãos comumente eram odiados pelas autoridades e pelos nobres, uma vez que tendiam a se aproximar dos menos privilegiados, dos pobres e escravos - seu discurso de defesa da igualdade de todos os homens (Cl 3:11), em oposição ao paganismo, que insistia na estrutura aristocrática da sociedade, de privilegiados servidos por pobres e escravos, apenas incendiava mais a oposição. Como os seguidores de Cristo se mantinham afastados dos templos pagãos, dos teatros e lugares de recreação, como não aceitavam os padrões sociais vigentes e viviam de modo puro, desferindo um desprezo silencioso ao estilo de vida escandaloso dos nobres, rapidamente foram classificados como pessoas que "odiavam a humanidade" e que podiam incitar as massas à revolta. Ainda hoje os exigentes padrões morais que o verdadeiro cristianismo prega são produtores de inimigos mil, incomodados com a conduta puritana que agride a imoralidade. Fonte: O Cristianismo Através dos Séculos, Earle E. Cairns, VidaNova, 2008, pg 75-76.

- A fonte dos problemas: para os romanos pagãos, a perseguição aos cristãos parecia uma forma lógica de acabar com os problemas políticos, econômicos e militares que o Império enfrentava no místico início da Era Cristã. O cristianismo, inicialmente, não era uma religião legalizada e o apelo para uma lealdade integral à Cristo incomodava as autoridades políticas seculares. O estilo de vida diferente dos tradicionais apoiados pela aristocracia romana, além do abandono do culto pagão e do desprezo pelo exército, levavam a uma dedução bastante lógica: o abandono do culto, do estilo de vida e do exército romano, além da evidente servidão à Cristo, pareciam ser a causa da "ira dos deuses" e, por consequência, a origem de todos os crescentes problemas imperiais do início da Era Cristã. Até pouco antes de Constantino a perseguição aos cristãos se baseou numa luta pela "salvação de Roma", mas a história nos mostra que, na verdade, o ato de culpar os cristãos se resumiu apenas numa espécie de fuga da responsabilidade romana sobre os ditos problemas e na arrogante busca por uma explicação fácil, porém inverídica. Perseguidos os cristãos e ampliados os problemas, percebeu-se que, na verdade, a salvação de Roma estava no fortalecimento da Igreja e não em sua extinção. Ainda hoje a culpa por problemas sociais é jogada sobre a Igreja (que ironicamente é a instituição mais mais desenvolve ação social e ajuda humanitária), como a questão do aborto, do machismo e acerca do homossexualismo, sendo que as reais soluções estão em investimentos estruturais na política, saúde e na educação. Fonte: O Cristianismo Através dos Séculos, Earle E. Cairns, VidaNova, 2008, pg 76-77.

Natanael pedro Castoldi

Leia também:
- Os Mártires - Parte 1: Período Apostólico
- O Cristãos Primitivos e o Império Romano
- A Igreja Primitiva e a Moralidade
- Sobre os Primeiros Cristãos

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