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As Bases Bíblicas da Constituição Norte-Americana

-> Apresentação e Índice
Independentemente da posição do indivíduo com relação aos Estado Unidos da América, qualquer um que analisar a Constituição daquele país, a não ser que o caráter lhe falte, concordará com os seus termos. Há pouca coisa mais humanamente louvável do que os trechos desse documento, que lançou os fundamentos daquela que ainda é a maior potência de nossos dias, o mais significativo baluarte da democracia e um dos grandes ícones da liberdade. É claro que nem tudo o que os EUA promoveram é aceitável, mas qualquer pessoa honesta há de perceber que, num mundo de ditaduras, genocídios, opressão religiosa e política, a presença econômica, ideológica, militar e religiosa dessa grande potência promoveu a estabilidade e uma relativa paz em nosso mundo. Não quero defender tal país, nem sugerir que tudo o que ele fez tem respaldo bíblico, quero apenas apontar para a relevância da mentalidade cristã na formação de uma nação tão importante para o mundo.

O aristocrata norte-americano, Thomas Jefferson, é também o autor do documento político mais biblicamente carregado:

"Consideramos essas verdades auto-evidentes e que todos os homens sejam criados de modo igual e providos, pelo Criador, de certos direitos inalienáveis; entre eles, a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que, para assegurarem esses direitos, os governos sejam instituídos entre homens que produzam seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destruidora desses objetivos, seja o direito do povo alterá-lo ou aboli-lo."

Conforme atesta a Declaração de Independência dos Estados Unidos, os direitos humanos não são privilégios dispensados ou dissolvidos ao critério do Estado. Na verdade eles são presentes de Deus e nenhuma espécie de poder desse mundo tem o direito de suprimi-los - essa é a ideia que está por trás da Revolução Americana, e não a democracia ou o governo da minoria. A famosa Revolução não veio de uma filosofia secular, mas da religião bíblica, como podemos verificar nas palavras de Alexander Hamilton:

"Os direitos sagrados da humanidade não devem ser procurados em antigos pergaminhos ou em registros mofados. Eles estão escritos, como com raios solares, no enorme volume da natureza humana, pela mão da própria Divindade, e nunca poderão ser apagados ou obscurecidos pelo poder mortal."

Esse tipo de declaração encontra bases no livro do Gênesis, quando Adão foi criado conforme "a imagem e semelhança de Deus" para governar a Terra, e no entendimento de Paulo encontrado em Romanos 1:19-20 e 2:14-15, quando este afirma que a consciência de bem e de mal está incutida na mente humana e que Deus se revela claramente na natureza. Vemos aqui que o conceito de verdades "auto-evidentes" não encontra suas bases no Iluminismo francês ou em René Descartes, mas, pelo menos, no Apóstolo Paulo, em 60 d.C.

Muitos dos Pais Fundadores norte-americanos, como Jefferson e Benjamin Franklin, não era cristãos ortodoxos e, muito menos, ateus, mas isso não significa, de forma alguma, que suas ideias tenham brotado de influências seculares e iluministas. Eles certamente cresceram sendo tocados, ou impregnados, com histórias e ideias da Bíblia, chegando, como no caso de John Adams, a defender que "a Bíblia contém a filosofia mais profunda, a moral mais perfeita e a diretriz mais refinada já concebidas na Terra. É o livro mais republicano do mundo."

Mesmo que não fossem párocos, mas guerreiros, fazendeiros, escritores e estadistas, os Pais Fundadores nutriam evidente apego às Escrituras. George Washington, por exemplo, enquanto comandante do Exército Continental, ordenou que cada dia começasse com uma oração formal em todas as unidades, conforme segue:

"O general ordena que todos os oficiais e soldados obedeçam sem ressalvas às Ordens do Congresso Continental, e, por sua observância verdadeira e devota das obrigações religiosas, o Senhor - Mestre da Vitória - permita que prosperem nossas armas."

Segundo os argumentos do filósofo Michael Novak, autor do livro "Dois lados: a fé humilde e o senso comum na fundação dos Estados Unidos", a filosofia política na qual a Revolução se baseava tinha duas fontes primárias: uma religiosidade bíblica simples, que tinha os direitos humanos como auto-evidentes, presentes e inalienáveis, advindos da vontade de um Criador benevolente e todo-poderoso, e a "razão comum", que floresceu na experiência do autogoverno. A mesma "razão comum", porém destituída dos limites morais da experiência religiosa e o temor de Deus, deu origem ao ateísmo niilista que culminou na sangrenta Revolução Francesa. A Fundação Americana foi diferente - é para isso que aponta a frase "novus ordo seclorum" ("uma nova ordem dos tempos"), encontrada nas cédulas de dólar. Essas são as bases de um sistema de autogoverno e liberdade política capaz de reconhecer os "direitos inalienáveis" dados pelo Criador para todos os seres humanos, sem distinção de classe. Sem o temor de Deus, reconheciam os Fundadores, a tirania nunca se afastaria.

"As liberdades de uma nação podem ser consideradas asseguradas quando removemos delas sua única base firme: a convicção, das mentes das pessoas, de que essas liberdades são um presente de Deus?" Thomas Jefferson.

"De todos os dispositivos e hábitos que levam à prosperidade política, a religião e a moral são as ajudantes indispensáveis"; "É necessário ter cuidado com a suposição de que a moral pode ser mantida sem a religião." George Washington.

No livro "A democracia na América", 1830, do aristocrata francês Alexis de Tocqueville, é dito que "para os norte-americanos, as ideias de cristianismo e de liberdade estão tão completamente emaranhadas que é quase impossível pensar em uma sem pensar na outra."

Fonte: Uma História Politicamente Incorreta da Bíblia, Robert J. Hutchinson, Agir, 2012, pgs 183-186.

Natanael Pedro Castoldi

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