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Nos Bastidores do Comunismo

Uma coisa é apoiar uma maior justiça social, outra é apoiar o comunismo. Se o cristão busca um sistema de pensamento que aponte com mais ênfase para os necessitados não faltam opções e, portanto, não há argumento para apoiar o comunismo, intimamente anticristão desde a sua origem. O fato é que um bom conhecimento de História da Igreja há de impedir o cristão de aproximar-se de qualquer forma de política e filosofia que exclua a existência de Deus, uma vez que algumas das mais significativas e benéficas transformações sociais dos últimos vinte séculos se deram sob influência de grupos cristãos e que nenhum sistema declaradamente ateísta, com o anticristianismo típico, conseguiu respeitar adequadamente o seu povo. Seguem uma reflexão do Prof. Felipe Aquino (todas as declarações desse artigo tomam base na pesquisa dele) e uma série de dizeres anticristãos de indivíduos e de documentos proeminentes na história do comunismo e do socialismo em geral:

"As filosofias de fundo ateísta, como por exemplo o racionalismo do século XIX; o marxismo - comunismo e nazismo, são perigosas porque alimentam sistemas desumanos que não respeitam a dignidade da pessoa humana, como mostrou muito bem a história recente do século XX. Dezenas de milhões foram assassinados no século XX em nome dessas ideologias sem Deus. A negação de Deus leva ao desprezo pelo homem." Prof. Felipe Aquino, Fé e Ciência em Harmonia, Cléofas, 2012, pg 122.

As citações que seguem foram extraídas pelo Prof. Felipe Aquino do opúsculo "Todos pensam que Deus existe", editado pela Comunidade Católica KJG, Königsbach, Neustadt, Burgunderstr - é interessante notar como muitos pensadores ateístas deixam implícito, em suas declarações, que acreditam que Deus existe.

- Karl Marx (1818-1883):
"O comunismo começa no ateísmo." (K. Marx. Colectânea, über Religion und Kirche. Moscovo 1977, p. 7)

"Quero vingar-me Daquele que reina lá em cima." (D. verzweif. Gebet.ME. vol I-1, p. 30).

"Com desprezo dou ao mundo com a 'luva na cara' e observo a queda desde anão-gigantes [o homem], a qual não abafará o meu ódio. Então sentir-me-ei vitorioso e semelhante a Deus, caminhando pelas ruínas do mundo. E, conferindo às palavras um poder ativo, sentir-me-ei igual ao Criador." (Menschenstolz. In: ME. I-1.p.50).

"Há verdades eternas como a liberdade, a justiça, etc. Mas o comunismo suprimirá estas verdades eternas, abolirá a religião e a moral em vez de as reorganizar. O comunismo contradiz, portanto a evolução histórica que conhecemos até agora. Seja sob que forma for a exploração foi uma realidade em todas as épocas. A Revolução Comunista é a ruptura mais radical com todas as formas tradicionais de propriedade. Portanto não é de admirar que rompa de maneira tão radical com as ideias tradicionais." (Manifest der Kommunist Partei. in: Reclam Stgt., 1969, p. 45-46).

"O que é verdadeiro não é já a realidade, mas sim o que me é útil."; "O que é útil para os russos é com, digo abertamente que pomos a violência e a mentira ao nosso serviço." (Die Bibel der Welt. Nr. 4, 1978).
Em 1871 Marx elogiou os ativistas da Revolução Russa pelo que bradaram, em Paris: "O nosso inimigo é Deus. O ódio a Deus é o princípio da sabedoria." E completou: "odeio qualquer Deus." (Seg. Giordani. The polit. Atheism: C. Boyer, Philos, of Comm. N.Y., 52.p. 134; Differenz d. demokr. Und epikureischer Naturphilos.: ME. Vol I-1, p.10).

A verdade é que Marx não nega a existência de Deus, mas o odeia - ele odiava também o homem, que foi chamado a amizade eterna com Deus. Foi para saciar esse ódio que ele criou uma filosofia antiteísta. Marx sabia que o homem, como um ser dotado de espírito, era capaz de chegar ao conhecimento de Deus através do raciocínio e da verdade, por esse motivo desejou impedir que o ser humano chegue a este conhecimento, criando uma filosofia e uma ordem social que elimine o espírito, a verdade e, assim, todo o raciocínio. O meio para isso é abolir o ser pensante, ou seja, o homem, substituindo-o pelo Estado que garante a assistência social e pela nacionalização da propriedade privada. "O homem sem espírito e verdade, só com o corpo, sentimento e sensualidade, não está acima do nível animal. Assim não pode ser feliz e nem amigo dos outros homens e de Deus. É dessa forma que Marx deseja-se fazer semelhante a Deus e observar a queda do "anão-gigante".
- Friedrich Nietzsche (1844-1900):
"O socialismo produz a moral dos animais em rebanho levada ao extremo." (Friedrich Nietzsche, Nr. 1).
"O homem soberano, dotado de razão e de liberdade, esta força que o torna capaz de dispor de si mesmo, deve vir a ser submetido pelo Anticristo que, já libertado da razão, da prova, da verdade e de Deus e também da consciência cristã, da responsabilidade, do sacerdote ascético, do Papa, da Igreja, pode viver desenfreadamente a sensualidade e o sentimento sem compaixão, sendo violento como uma fera."

Adolf Hitler, sendo nacional-socialista, assumiu a opinião de Marx e Nietzsche, de que havia de "libertar" o povo do trabalho de pensar, e, portanto, de Deus.

"A República Democrática Alemã não tem feito progressos na maneira de tratar os seus cidadãos. Eles continuam sob sua tutela, o Estado prescreve-lhes o que devem pensar e o que podem ler." P. Merseburger (DDR-Zeit, in: Die Welt. 25.5.87).

Hitler disse: "Os Dez Mandamentos perderam o seu valor. A consciência foi uma invenção dos judeus. Eu libertarei o homem das torturas humilhantes e sujas da consciência. Em vez da doutrina de um Redentor divino que oferece por nós a sua paixão e morte, proclamamos a doutrina de um 'Führer' que atua em nome de todos, e que liberte a multidão dos crentes do peso do livre-arbítrio." (H. Rauschnigg, Gespr. Mitl Hilder).

- Joseph Stálin, em 21 de dezembro de 1952, diante do Soviete Supremo: "Marx criou o slogan: 'a religião é o ópio do povo'. Assim amputou a consciência ao homem. E um homem sem consciência perde a sua responsabilidade perante Deus. Eu (...) Stálin, conheço bem a religião, pois até estive, como sabem, no seminário na Geórgia. Mas deixei que Marx e Lenine me amputassem a consciência. É preciso ridicularizar o domínio do instinto sexual. Através do desperdício das forças de reprodução há que enfraquecer  e abater o homem ocidental." (Die Bibel für die Welt. Nr. 4, 1978).

Programa do Partido Comunista dos Estados Unidos trabalhou com o raciocínio de Stálin da seguinte forma:
"Corrompe a juventude, afasta-a da religião, desperta-lhe o interesse pelo sexo. Torna-os superficiais (que não pensem)."

Do jornal soviético Komsomoletz Usbekistana, 1958: "Os comunistas são inimigos declarados da religião e das cerimônias religiosas. O comunismo foi criado para lutar contra a religião."

- Lênin (1870-1924):
"Prefiro um milionário ou capitalista que negue Deus a um camponês ou um operário que acreditem Nele."; "Sou inimigo pessoal de Deus." (Lenins Werke, Cartas, 30 vol. p. 232; M. Piovanelli, sg. im Osten, p. 87).
"É por isso que qualquer ideia religiosa, qualquer ideia de Deus, qualquer ideia que se compraza em Deus é de uma repugnância indescritível, especialmente tolerada pela democracia burguesa e por vezes até vista com benevolência. Por esse motivo é que ela é o horror mais perigoso, uma 'epidemia' abominável. Milhões de pecados, de atos de violência e de epidemias físicas são muito menos perigosos que a valiosa ideia de Deus. Um padre que violenta uma rapariga é muito menos perigoso que um padre imbuído das ideias de Deus. Pois é fácil afastar o primeiro, mas o outro, que crê, é mais difícil e nenhum burguês estará de acordo com o seu afastamento." (Segundo Lenin, über die Religion, Berlim Leste, Dietz, 1981. p. 87).

Lênin também disse que se reconhece um verdadeiro marxista pela sua atitude diante de Deus - no cristão domina o amor a Deus, no marxista o ódio a Deus.
"Temos que combater a religião. Isto é o ABC de todo o materialismo e, portanto, também do marxismo."; "No que diz respeito à revolução, a Rússia em si não interessa. A Rússia é só um meio necessário para se passar à Revolução Mundial." (Lenins Werke, 150 vol. p. 407).
"A fome não só destruiu a fé no Czar, como também a fé em Deus."

Gorbatchev, 1986, no jornal soviético Pravda Wostoka, exige "uma luta decidida e sem compromissos contra a prática da religião." Nesse aspecto, "até a menor fenda entre a teoria e a prática é intolerável. Membros do partido que fechassem os olhos às práticas religiosas, teriam que prestar contas."

Engels afirmou: "o amor a todos os homens é completamente absurdo." (Anti-Dühring seg. R. Wurmbrand. D. and.Gesicht des K.Marx. Seewis, 87).

Lunatcharski, comissário russo da educação, afirmou que: "Os cristãos pregam o amor, a caridade e a misericórdia, mas nós queremos o ódio! (...). Já eliminamos os reis da terra, agora temos que liquidar os Reis das nuvens." (O. Bohr Rom Moskau Fátima. p. 70).

Bucharine, conselheiro de Lênin, exige a "destruição da ideia de caridade cristã, do amor ao próximo, que é o inimigo mais perigoso do comunismo." (Pravda, Moscovo, 30.3.30. in: D. Drama a d. Piazza S. Pietro, p. 218).
- Segundo os dados da Cruz Vermelha, o "humanismo" marxista da URSS custou a vida de 49 milhões de pessoas, sem contar com as vítimas da guerra.
- Do "Livro Negro do Comunismo", que foi escrito por esquerdistas, cujo coordenador é Stéphane Courtois, diretor da revista Communisme e diretor de investigações do Centre National de la Recherche Scientifique de Paris: calcula-se que o comunismo causou a morte de 100 milhões de pessoas - só na China foram 63 milhões e, na Rússia, 20 milhões. A Comissão sobre Repressão, governo russo, afirma que só os bolchevistas mataram, pelo menos, 43 milhões de pessoas entre 1917 e 1953. Segundo a agência católica Zenit, o comunismo da Coréia do Norte matou de fome 3,5 milhões de pessoas.

Lênin declarou guerra civil contra os detentores de propriedades privadas. Comitês revolucionários de intelectuais comunistas com uma tropa de "elementos criminosos e socialmente degenerados" instauraram o terror. Em 29 de abril de 1918, Lênin decretou "uma batalha cruel e sem perdão contra esses pequenos proprietários." Os comunistas começaram a desarmá-los e confiscar os seus grãos - quem resistia era torturado ou espancado até a morte. Sem alimento, o governo reduziu o povo pela fome. "As cidades devem ser impecavelmente limpas de toda a putrefação burguesa (...). O hino da classe operária será um canto de ódio e de vingança!", escreveu o jornal oficial russo, Pravda, em 31 de agosto de 1918.

Joseph Stálin finalizou a estatização do campo decretando o extermínio imediato de 60 mil chacareiros e o exílio da grande maioria para os campos de concentração da Sibéria. Em janeiro de 1930, os pequenos comerciantes, artesãos e profissionais liberais foram privados de moradia, de alimento e muitos foram deportados. Durante a II Guerra Mundial, o comunismo russo dizimou as minoria étcnias. Na prisão romena de Pitesti os estudantes religiosos eram "batizados" todos os dias, tendo suas cabeças enfiadas em baldes cheios de fezes - os seminaristas deviam oficiar "missas negras" e o texto litúrgico era "pornográfico e parafraseava de forma demoníaca o original."

Tendo em vista tais informações - e eu nem apresentei todas as que poderia -, sou levado a crer que o marxismo simplesmente é a antítese, o inverso, o oposto do cristianismo. De todas as filosofias, religiões e sistemas políticos anticristãos, não há nada que se iguale ao comunismo, especialmente o soviético, que pregava o ateísmo para o seu povo, mas na prática vivia algo muito próximo de uma seita demoníaca, tendo Deus não como algo inexistente, mas como o mais repulsivo e odioso dos inimigos. Aparentemente o próprio Marx não era ateu, já que, segundo relatos, tinha o costume de, na solidão do lar, atar uma faixa na cabeça, ascender velas e venerar alguma força sobrenatural, não se sabe qual. Outro famoso ateu, Nietzsche, também deixa algumas evidências de que acreditava na existência de algum deus, talvez o Deus cristão, embora o odiasse com todas as forças:

"Ao Deus Desconhecido (...) a quem consagrei, no mais profundo do meu coração, altares, que a tua voz me chame sem cessar. Que agora arda a palavra gravada: Ao Deus Desconhecido. Eu pertenço-lhe, embora até ao momento faça parte do clã dos ímpios. Eu pertenço-lhe - e sinto, no meio da luta, os laços que me ligam a Ele e, embora queira fugir, eles me forçam a servi-Lo. Tu, o Inconcebível, meu Parente. Quero conhecer-Te, servir-Te." (Nietzsche, Dem unbek Gott, seg K.Löwith, Zeit-u. Unzeitgem: Ffm. 56, p. 240).

O ateísmo se baseia em ideia preconcebidas, de fato! O ateu E. W. Wengraf reconhece o seguinte: "Querer desenraizar o homem da terra a que pertence por possuir uma alma e lançá-lo num labirinto de hipóteses e perguntas filosóficas é uma brutalidade criminosa." (Segundo W. Wurmbrand. Atheismus-ein Weg. Seewis. 1986, p.167).

Gardavsky, autor do livro "Deus ainda não morreu completamente", não encontrou argumentos reais para justificar o ateísmo e conclui sua obra dizendo: "Embora esta atitude seja absurda, não acreditamos em Deus." (Segundo Kardinal F. König, Atheismus und Humanismus, Wien. 1973. p. 6).

 Fonte geral: Fé e Ciência em Harmonia, Prof. Felipe Aquino, Cléofas, 2012, pgs 122-135 e 143.
Natanael Pedro Castoldi

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