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O Panteísmo Faz Sentido?

Gaia - Desktopography 2012, by TheLGX
Panteístas são aqueles que creem que Deus está totalmente contido no universo, que o próprio universo é deus por si mesmo, uma divindade em absoluto. Para o panteísta, tudo o que existe no universo é uma parte de Deus, todo elemento, em certo sentido, é divino. O adepto dessa crença, que tem crescido nos últimos anos por advento do neopaganismo, também pensa no universo como um organismo eterno, imutável - daí vem a "teoria de Gaia". Os gregos antigos pensaram dessa forma, membros de várias religiões orientais também encontram fundamentos no panteísmo e até mesmo muitos ateus dos últimos séculos acharam conveniente resgatar seus princípios para, com isso, não terem que reconhecer o Principiador na origem de tudo. Diante do comodismo que tal pensamento acarreta, de suas evidentes consequências morais e do seu crescimento na carona do movimento da Nova Era, é bastante pertinente que questionemos a sua validade.

1 - A observação do universo impossibilita o panteísmo:
A pesquisa científica dos últimos séculos descobriu que o universo é resultando de um processo "evolutivo", uma vez que é constituído de diversas categorias de elementos - uns existentes em estágios iniciais da matéria e outros resultantes do decaimento da energia inicial. Essa movimentação de energia, que se desgasta e transforma os elementos, necessariamente apontou para um começo, uma origem, um estopim que foi identificado com a ideia do Big Bang, interceptado através da observação de um universo em expansão partindo de um único ponto, registros de radiação que remontam o evento e da lógica matemática.

Tomás de Aquino, séc. XII, baseado na Bíblia, sugeriu que os cristãos deveriam acreditar que o universo teve um começo. Até os séculos XVIII e XIX, os pensadores ocidentais geralmente entendiam que o universo teve uma origem, embora, no fim do séc. XVIII, Immanuel Kant, o grande filósofo iluminista, tenha sugerido que o universo era infinitamente vasto e velho. Em certo sentido era isso que os telescópios pareciam sugerir, pois nunca se chegava ao final do Cosmos - felizmente o avanço da ciência provou o contrário. A teoria da relatividade geral, de Einstein, analisada por Willem de Sitter, um astrônomo holandês, indicou que o universo estava se expandido - fenômeno observado por Edwin Hubble. É claro que muitos cientistas protestaram, dentre eles o próprio Einstein, que tentou encontrar uma alternativa matemática ao seu cálculo. Arthur Eddington, um dos cientistas responsáveis por provar a expansão do universo, considerava suas conclusões "repugnantes" e tinha a esperança de encontrar um meio de evasão, para não ter que reconhecer o Criador - até Hubble lutou contra suas descobertas. Agora já era tarde.

Diversas teorias para evitar uma origem para o universo foram formuladas no século XX, como a "teoria do estado firme", sugerindo que o universo se expande só em alguns lugares e não em outros, e a "teoria da oscilação do universo", que pressupõe uma série infinita de expansões e contrações ao longo da jornada do Cosmos. A primeira teoria caiu e a segunda foi inviabilizada em 1965, quando Arno Penzias e Robert Wilson descobriram a radiação de fundo que, segundo previra a hipótese do Big Bang, seria deixada para traz pela explosão inicial do universo. A segunda teoria só caiu em descrédito por advento dos dados obtidos pelo satélite COBE, projetado para medir essa radiação de fundo com grande precisão - em 1990 concluiu-se que a radiação era tão constante pelo espaço que o universo deve ter começado com uma explosão extremamente quente de um ponto central de origem, tão quente que não poderia sugerir uma série infinita de explosões anteriores. Em 1992, o material obtido pelo COBE foi analisado por Stephen Hawking, que afirmou a radiação de fundo, embora constante, tinha irregularidades suficientes para explicar a aglomeração de matéria que viria a formar as galáxias. O triunfo do Big Bang, estabelecendo uma origem para o Cosmos, levantou a necessidade de se encontrar o Originador. O teísmo, e não o panteísmo, é capaz de explicar o universo tendo em vista a evidência científica.

Além da descoberta da origem do universo, a percepção lógica de que tudo o que vemos terá fim colide com o panteísmo. Um universo muito mais velho do que o nosso certamente seria inabitável, com diversas estrelas já mortas, incluindo o Sol. Conforme o universo se espalha, ele enfraquece. Ele não será eterno!
Fonte: 20 Evidências de Que Deus Existe, Kenneth D. Boa e Robert M. Bowman Jr., CPAD, 2012, pgs 41-46.
Leia mais sobre isso no artigo "A Religião Ateísta".

2 - O Panteísmo não se sustenta:
O panteísmo sugere que "o grande algo que nos inclui" só existe por uma razão que está dentro desse "algo". Para o panteísmo, a existência do mundo é auto-explicativa, sendo ele uma expressão do Espírito ou Mente ou Poder infinito - o mundo é identificado como ou com Deus. Existem diversos tipos de panteísmo - falaremos sobre três.

Uma das formas de panteísmo afirma que só Deus existe e que tudo o que vemos, sentimos ou experimentamos é ilusão - inclusive você. Podemos questionar o motivo de não nos sentirmos como meras ilusões - a consciência que temos de nossa identidade particular e pessoal é forte demais para cogitarmos a noção de que não existimos. Poderíamos, ainda, questionar os motivos de nos interrogarmos sobre a veracidade dessa proposta: "se a pessoa que está lutando com a questão não existe, então quem ou o que está debatendo a questão?"

Uma outra proposta panteísta, visando responder a primeira questão, acaba gerando um problema muito pior. Essa teoria afirma que só Deus existe e que todos nós somos Deus, não apenas ilusões. Diante disso podemos questionar: "eu não me lembro de ser Deus... se fôssemos Deus, todos nós não o saberíamos?"

A terceira visão panteísta sugere que Deus e o mundo são aspectos distintos de uma mesma realidade - daí temos o que chamamos de "panenteísmo". Tal visão é muito mais sensata do que as demais, mas também pode ser questionada, e isso fazendo uso da própria metáfora que os seus adeptos usam para sustentá-la: no ser humano, a alma e o corpo são mutuamente dependentes e nenhum está completo sem o outro - quando um existe sem o outro, temos o que chamamos de "morte". Mas por qual motivo Deus precisaria do mundo para viver ou para ser completo e perfeito?
Fonte: 20 Evidências de Que Deus Existe, Kenneth D. Boa e Robert M. Bowman Jr., CPAD, 2012, pgs 35-37.

3 - O Panteísmo não explica nada:
Para Dave Hunt, panteísmo é a mesma coisa que ateísmo, pois, se tudo é Deus, então nada é Deus, uma vez que o termo perdeu todo o significado. O panteísmo sugere um Deus cheio de contradições, que é tanto o vazio do universo quando a matéria, tanto a saúde quanto a doença, tanto a morte quanto a vida, tanto o mal quanto o bem. Nesse caso, seria possível definir "mal" ou "bem", já que está tudo diluído na divindade? Sendo o Deus o próprio universo, então não existe nenhum ponto de referência externo do qual ele possa ser avaliado e o qual lhe dê propósito e significado. "O panteísmo pode oferecer apenas a ausência de significado, a desesperança e o desespero supremo".
Fonte: Em Defesa da Fé Cristã, Dave Hunt, CPAD, 2012, pgs 42-43

Natanael Pedro Castoldi

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