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O Catador de Evidências - a Busca pela Verdade

No dia 4 de setembro de 2012 postei, noutro blog de minha autoria (Um Mirante para Verstellen - O Catador de Evidências), o artigo que aqui seguirá, procurando estabelecer a minha filosofia de vida e estudo em relação ao conhecimento da verdade. Eu espero que as minhas reflexões despertem em ti, leitor, um interesse mais aguçado pelo estudo e análise de nosso mundo. Boa leitura!

Resumo do que segue, em ordem: 1 - Sobre testar a validade de seus pensamentos; 2 - A Mente-Aberta; 3 - Menos opinião e mais evidência; 4 - Egoísmo; 5 - Opinião se discute!; 6 - Todos devem tentar e se permitir convencer; 7 - Relativismo desonesto!; 8 - Procurando uma resposta para tudo.

Nos últimos tempos tenho adentrado mais profundamente nas veredas da filosofia, impulsionado pelos conhecimentos obtidos na graduação em ciências biológicas que tenho feito (2012, hoje faço psicologia). Conforme reflito, desenvolvo algo que considero quase que uma nova filosofia sobre a aquisição de conhecimento da Verdade e, ao longo das últimas semanas, tenho compartilhado no Facebook alguns dos resultados dessa filosofia, baseada no fato de que qualquer busca honesta, profunda e exaustiva da Verdade, sem pretensões pessoais, chegará na "barreira final", que é Deus, e, então, o uso da razão alcançará seu limite: não podemos atingir praticamente mais nada quando chegamos no Princípio Eterno, no Fim, nas fronteiras e no centro do Universo, quando chegamos em Deus e, assim, o que resta é permanecer atrás dessa fronteira ou, pela fé, penetrar na Porta e, aceitando Cristo, passar a viver nessa nova esfera, agora, além de intelectual, espiritual. O que segue é o fundamento desse raciocínio:

1 - Sobre testar a validade de seus pensamentos:
Tudo bem que ninguém mais tem vontade de ler as coisas no facebook e que em 30 seg já terão sido postadas e compartilhadas tantas coisas na tua linha do tempo que meu texto vai desaparecer, mas vou me arriscar e compartilhar algo que está batendo forte em minha mente - poxa, dedique um minutinho nisso e um a menos nas duas horas que ficará olhando tirinhas: após uns bons dias de um debate respeitoso numa página cuja proposta é acabar com o protestantismo -CaiaFarsa-, fui banido. Como os opositores eram irmãos cristãos, mantive a compostura e o respeito, tentando responder a todas as alegações contra aquilo que, após uma análise teológica, filosófica, científica e, logicamente, de fé, compreendo como a verdade mais bem observável e experimentável. Num dado momento quase todos os argumentos contra o meu pensamento usados já haviam provado a sua insuficiência e o opositor procurou reduzir-me moral e psicologicamente, passando a repetir exaustivamente algumas das coisas que já haviam sido refutadas. No final, quando só sobravam poucas questões, igualmente respondidas, fui banido como alguém a "difamar" o espaço que está tentando destruir a Igreja Protestante. Moral da história: parece que as pessoas não se preocupam mais em testar a validade dos seus pensamentos, têm medo ou preguiça de questionar e observar criticamente aquilo que seguem, apegando-se mais por tradição, cultura, comodismo e emoção ao que nutrem há tempos -que "lhes deixa feliz"- do que por intermédio de uma reflexão e uma verificação honesta e sóbria. Não consigo entender esse existencialismo ébrio, essa negligência incompreensível à razão dos alicerces daquilo que está regendo a vida das pessoas. É suficiente "apenas existir"? Apegar-se por mera força de vontade em ilusões e mentiras, apenas porque "isso me faz bem"? Ninguém se preocupa com o fato de que viver uma mentira, partindo do ponto e andando pelo caminho errado, jamais culminará no destino certo e proveitoso?! Prefiro sofrer um pouco hoje, mas saber que vivo algo que faz sentido, que vivo por uma causa nobre e REAL!

2 - A Mente-Aberta:
Hoje o discurso é ser "mente-aberta", mas "aberta" em que sentido? A tudo? Ao que melhor é estimulado pela mídia e pelas massas? Aberta a algumas coisas e absolutamente fechada para outras? Aberta ao aborto, mas totalmente fechada a qualquer argumento da oposição? Aberta ao feminismo, mas completamente fechada às necessidades dos homens? Aberta ao desarmamento, mas finge que não existem argumentos do outro lado? Aberta a tudo o que a tradição dos antigos rejeitava, esse é o pré-requisito. Completamente fechada a toda e qualquer opinião "retrógrada" e "tirânica", mesmo que a própria pessoa não tenha tirado essas conclusões com base na vivência e na análise profunda dessas questões, mesmo que esse rebelde se baseie quase que exclusivamente em emoções e impulsos do corpo e de sua vaidade.

3 - Menos opinião e mais evidência:
As pessoas deveriam discutir menos sobre suas opiniões e mais sobre as evidências das mesmas, não acha? Opinião é relativo, pode partir da interpretação de algumas evidências, mas caracteriza-se mais pelo defender daquilo que mais quero, que mais me apego emocionalmente, que mais me faz sentir bem, mas não necessariamente daquilo que é verdadeiro. Deveríamos aprender a militar pelo que vai além desse relativismo individualista, mas que se verifica em evidências científicas -aquilo que melhor se observa, experimenta e repete. Deveríamos militar por aquilo que, além de aceitável através da profundeza da ciência, o é nas profundezas filosóficas. Deveríamos militar pelo mais sóbrio! Por aquilo que se observa nas estatísticas, nos registros históricos, nos artefatos arqueológicos, no código genético, nos mundos astronômicos e subatômicos. Deveríamos, repito, discutir menos pelas opiniões ou vontades e mais pelas evidências! Eu te desafio a fazê-lo, mas com honestidade e afinco... faça-o com calma e gana. Existe uma verdade, UMA SÓ VERDADE, e ela não se manterá oculta se você procurá-la com base numa análise coerente e incisiva das verdades que melhor podemos vislumbrar.

4 - Egoísmo:
Sobre a revolta dos ateus, nos EUA, em relação ao fato de um pastor servir comida na igreja para os jovens de um time de futebol -vide aqui (Neo ateus bravos por que uma Igreja da Georgia dá refeição a alunos do colégio, Luciano Henrique, 25/08/2012):

Por favor... que coisa ridícula! Não sei se choro de rir diante de tal infantilidade, ou se choro de tristeza, por ver as dimensões da imbecilidade humana. As minorias repudiam o que a maioria faz de bom, por acharem que a mesma está tentando persuadir os "frágeis e indefesos" e, ao mesmo tempo, criticam o que a maioria faz de mau, "por ser tirânica, intolerante e retrógrada." No final das contas, esse tipo de comportamento não passa do choro de crianças mimadas e arrogantes, que acham que o mundo deve circular ao redor delas... no final das contas, tudo não passa de um anticristianismo baseado em ignorância e uma tremenda força de vontade de não crer e ver problema em tudo, com o objetivo de inventar fundamentos e argumentos para a descrença - quando "nada está certo", quando até o bem desenvolvido é ruim, temos nada além de um tendencioso, parcial e desonesto posicionamento de inimizade pessoal do indivíduo para com aquilo a que se opõe, baseado na moda, no anseio por aparecer -"ser rebelde, ser intelectual, ter personalidade"- e na falta de problemas reais para resolver -imaturidade. É triste quando querem fazer a sociedade inteira engolir as motivações de sua briga particular com Deus.

5 - Opinião se discute!
Estava pensando noutro dia: por que será boa parte das minorias que defendem coisas complicadas para uma maioria, para a tradição histórica e natural da humanidade, para a perspectiva científica, filosófica e teológica do universo e das relações humanas, simplesmente foge dos debates ao afirmar que "cada um crê naquilo que achar melhor"? "Religião, orientação sexual e opiniões em geral não são coisas para serem discutidas"? Quando se está disposto a aceitar e viver aquilo que é mais verdadeiro, automaticamente se está disposto a questionar as próprias crenças e opiniões, a debater, a receber e procurar evidências, a ouvir a opinião contrária... quando toda a forma de diálogo é banida com o mero "não se discute", indiretamente está sendo dito: "eu sei que estou errado, mas não quero mudar de opinião, portanto não me amole e vai cuidar da sua vida." Então pergunto: vale a pena viver com base naquilo que, de antemão, já compreendemos como errado? Ilusório? Mentiroso?! Tachar toda e qualquer crítica ou opinião da oposição como "preconceito e tirania", por mais razoável que seja -existem exceções- é legítimo ou apenas mais uma ferramenta de escape para que aqueles que sabem que estão errados não venham se deparar com as evidências contrárias? Com aquilo que fira o seu posicionamento puramente emocional?! Com questões que abalem o seu ego? Que anulem os argumentos que fundamentam um comportamento filosófica, científica e moralmente vil?!

Deveríamos discutir menos sobre opiniões e mais sobre evidências. Religião se discute sim! Comportamento e opinião, igualmente! A verdade é uma só -pois o começo é um só- e, por isso, é legítimo tentarmos nos aproximar o máximo possível daquilo que faz mais sentido.

6 - Todos devem tentar e se permitir convencer:
"O jovem, de peito estufado, cheio de entusiasmo com suas opiniões e supostas certezas, escuta um velho sábio expondo seus pensamentos diante de algumas pessoas no meio da praça e, ofendido, se opõe abertamente. O ancião, acostumado com esse tipo de comportamento, calmamente lhe faz uma proposta:

-Jovem vigoroso: sente-se diante de mim, pois quero te fazer uma proposta, já que tanto sabe, ou acha que sabe: que tal compartilharmos nossas idéias? Eu tento te convencer, com base em minhas perspectivas científicas, filosóficas, teológicas e experiências de vida e, depois, se você não estiver convencido, tente convencer a mim, pois se a minha proposta não lhe for viável, provavelmente a sua será mais verdadeira do que a minha, e eu faço questão de crer naquilo que melhor explicar e se observar em nosso mundo. O que acha? -Um momento de silêncio, acompanhado da aceitação do rapaz: -Mas tem uma condição: só faremos isso se você estiver tão disposto quando eu a mudar... só faremos isso se você for honesto para aceitar a proposta mais sólida, certo?"

Tentar convencer as outras pessoas a pensar da mesma forma que você é um direito legítimo e louvável! Essa proposta atual de que religião, opinião e comportamento "não são coisas para serem discutidas" é desculpa esfarrapada de quem, de antemão, está inseguro quanto a validade de seu posicionamento e não faz questão de mudar. De que adianta viver com base numa mentira? Eu nem disse "viver acreditando numa mentira", pois a pessoa que foge do debate -teme tentar convencer alguém ou escapa daquele que tenta convencê-la-, provavelmente, está bem ciente de que se baseia nalgo mentiroso. Se formos honestos e tivermos a nobre intenção de crer e ser conforme o que melhor se apresenta nas esferas de ciência, filosofia e religião, certamente faremos questão de questionar os nossos e os posicionamentos dos outros, estaremos totalmente abertos a ouvir os argumentos dos que pensam de modo diferente e, com a mesma energia, estaremos dispostos a expôr as nossas próprias convicções, para serem analisadas e questionadas pelos outros. Com base em reflexões individuais -filosofando, lendo, buscando evidências favoráveis e desfavoráveis ao que concebemos- e em debates com pessoas que pensam de modo semelhante ou totalmente contrário, lapidaremos a nosso crer, seja consolidando aquilo que de antemão compreendemos, seja alterando alguns de seus pontos ou, ainda, trocando-o por uma proposta melhor.

A pessoa que tenta convencer as demais, primeiramente, parece ter um razoável grau de certeza sobre o que acredita -se isso for fruto de uma sincera e profunda busca, já merece um pouco mais de crédito do que o "fujão"- e, se convencer alguém, com base numa demonstração honesta de suas razões de crer, terá demonstrado que seu posicionamento é mais sólido e veraz do que o da pessoa convencida -o que também é bom pra essa segunda pessoa, já que migrou de uma situação de evidente erro para outra que, no mínimo, se aproxima um pouco mais da Verdade. Agora, se o indivíduo que tenta convencer fracassar, de modo a ser descreditado pelos opositores -com base em argumentos ainda mais razoáveis-, bom será para os tais opositores -que terão um pouco mais de certeza quanto ao que pensam, aprimorando tal raciocínio- e, inclusive, para o derrotado que, no final das contas, sairá um vencedor, pois escapou de uma situação de erro para adentrar num cenário regido pela verdade, ou algo bem próximo dela.

Por que temer os que tentam te convencer? Por que temer tentar convencer os outros? Por que o fato de alguém tentar te convencer lhe é algo tão ofensivo? Assustador?! É de se pensar...

7 - Relativismo desonesto!
Eu acho engraçado perceber que quase todos aqueles que dizem: "cada um tem a sua verdade", "ninguém está errado", "é impossível saber a verdade"... são exatamente aqueles que pensam de modo que contradiz o que há de mais fundamental na filosofia e ciência, que contradiz as verdades históricas e estatísticas. Essa mentira comum, esse "refúgio mágico", seria somente uma ferramenta de escape? Um frágil escudo para preservar o comportamento voluntariamente errôneo daqueles que não se preocupam em viver o que é verdadeiro, preocupando-se exclusivamente em fazer aquilo que mais lhes dá prazer?

8 - Procurando uma resposta para tudo:
O objetivo de meus estudos não é somente responder individualmente cada uma das minhas dúvidas, obtendo uma resposta específica -exclusiva- e solitária para cada interrogação, o objetivo final de minhas reflexões é encontrar uma única resposta para todos os meus dilemas, uma resposta que, sendo a Verdade Absoluta, saiba satisfazer todas necessidades científicas, filosóficas e teológicas de tudo aquilo que busco compreender.

-Não muitas respostas para muitas perguntas, mas, sim, uma única resposta para todas as perguntas!-

De nada vale apostar numa resposta convincente para uma determinada pergunta, mas ineficaz na resposta doutras. Se encontro duas respostas que fazem sentido para a mesma pergunta, vou escolher aquela que melhor responde outros questionamentos e não contradiz as demais respostas encontradas. Utilizando tal peneira, não me resta alternativa senão a de crer em Deus!
Natanael Pedro Castoldi

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